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Safra de cana piorou com abril seco no Centro-Sul e maio deve ter apenas baixos volumes

Publicado em 11/05/2021 16:13 e atualizado em 12/05/2021 10:58 1144 exibições
Fabio Marin - Coordenador do sistema TEMPOCAMPO
TempoCampo vê possibilidade de melhora da produtividade das lavouras de final de safra caso cenário de chuvas melhore na região

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Entrevitsa com Fabio Marin - Coordenador do sistema TEMPOCAMPO sobre o Clima para a Safra de Cana-de-Açúcar

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​O mês de abril, marcado pelo início da safra 2021/22 de cana-de-açúcar, registrou piora das condições climáticas e impactos na produtividade das lavouras no Centro-Sul, segundo dados do sistema TempoCampo. Para maio, há previsão de chuvas com baixos volumes, que ainda podem contribuir para um melhor desenvolvimento das lavouras de final de safra.

“O sistema projeta que é uma safra em que o clima está roubando produtividade. E a gente olha a previsão para o mês de maio e vê que também deve ser um mês seco, então a gente vai talvez passar por 60 dias de seca em uma fase em que a cana ainda poderia crescer, isso ascende o alerta”, disse ao Notícias Agrícolas Fabio Marin, coordenador do sistema.

Apesar do cenário climático adverso do último mês de abril, segundo Marin, caso chuvas sejam registradas nos próximos dias em áreas produtoras do Centro-Sul, ainda é possível que as canas de final de safra tenham uma condição melhor do que as que já estão sendo moídas neste início de temporada com condição bem pior do que a registrada no último ciclo.

A previsão dos institutos meteorológicos aponta para possibilidade de baixos volumes na virada do mês de maio para junho. “Apesar desses 30 milímetros previstos não representarem a solução do problema, eles podem abrir a porta para a reversão para um final de safra que ainda continua em aberto... Mas, infelizmente, agora, o quadro nos indica uma possibilidade pior”, pontua Marin.

As usinas e produtores de cana, neste início safra, têm reportado perdas entre 10% a 20%, segundo o TempoCampo.

“Muita gente se empolgou por conta das chuvas e da variação solar abundante. E as taxas de crescimento dos canaviais realmente foram espetaculares nesse ano. Então, a gente saiu de uma seca muito forte em 2020, passou por um verão, talvez três meses e meio a quatro meses muito bons, e voltamos para uma seca em abril”, pontua.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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