Julgamento sobre marco temporal no STF pode ser o estopim para retomada do movimento indigenista e a volta das invasões de terra

Publicado em 19/07/2018 13:54 2000 exibições
Edward Luz - Antropólogo Consultor
Mobilização dos moradores de Guaíra e Terra Roxa no PR motivaram início das investigações da Polícia Federal sobre irregularidades na nacionalização de índios paraguaios no Brasil

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Entrevista com Edward Luz - Antropólogo Consultor - Polícia Federal Investiga os índios da Funai

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Nesta quinta-feira (19), o antropólogo consultor Edward Luz conversou com o Notícias Agrícolas a respeito da questão indígena e a sua influência no agronegócio, comentando alguns acontecimentos recentes relacionados ao tema.

A Polícia Federal do Paraná anunciou que estaria realizando uma investigação nas chamadas "fábricas indígenas", ou seja, nas operações que visam a vinda de índios de outros países para o Brasil, que conseguem certidão de nascimento brasileira e usufruem dos direitos reservados à comunidade indígena do país.

Luz acredita que a PF "cumpre com sua função de investigar o ilícito" e que essa questão é fruto da articulação popular do extremo oeste do Paraná, que via inatividade das autoridades a respeito do tema.

Ele acredita que há uma diferença entre as comunidades indígenas e os chamados movimentos indígenas organizados, o que acaba por distorcer os assuntos relacionados ao tema.

Na pauta, também esteve o novo embate no Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à campanha eleitoral, que deve julgar a questão do marco temporal que foi utilizado no caso Raposa Serra do Sol - se este deve permanecer ou não. Contudo, ainda não é possível ter ideia do prejuízo para a agropecuária se essa questão não for julgada corretamente. Para ele, essa questão pode ser um estopim para a retomada dos movimentos indígenas e das invasões de terra.

O antropólogo ainda respondeu a perguntas enviadas pelos internautas.

Fonte:
Notícias Agrícolas

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