STF mostra, a cada julgamento, que é um tribunal politico, servindo à causa da esquerda e de Lula

Publicado em 14/04/2021 15:55 278 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi

Bolsonaro recomenda leitura “crítica” de artigo de Zé Dirceu no Poder360

“Tá dando recado para alguém”, diz; Texto trata do vice, Hamilton Mourão

O presidente Jair Bolsonaro (esq.) e o ex-ministro José Dirceu

O presidente Jair Bolsonaro recomendou nesta 4ª feira (14.abr.2021) a leitura, com “olhar crítico”, de um artigo do ex-ministro José Dirceu (PT) publicado mais cedo no Poder360.

Bolsonaro disse que o texto relata os erros do governo e dá um “recado para alguém”. O título do artigo é: “O que Mourão não disse”.

Antes de citar o texto, o presidente dizia que o Brasil está na iminência de uma “crise enorme”. Criticou recentes decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) e medidas de isolamento social para conter a pandemia. Disse que aguarda uma “sinalização” do povo para agir, sem detalhar o que seria essa ação.

“Teremos um problema sério no Brasil. E hoje, pessoal, recomendo a leitura, lógico com olhar crítico, do escritor José Dirceu, no Poder360, dando uma declaração sobre os erros do nosso governo – o [governo] dele foi uma maravilha”, disse Bolsonaro em tom de ironia, sob risos dos apoiadores.

“Ele tá dando o recado para alguém. Não é para mim. Eu conheço a figura há muito, desde antes de 1991 eu conheço o cidadão aí”, afirmou. Bolsonaro ainda comentou o retorno de Dirceu ao Brasil, em 1975, à cidade de Cruzeiro do Oeste (PR), após se refugiar em Cuba durante o regime militar.

Assista abaixo (39s):

Dirceu comenta em seu artigo um texto publicado pelo vice-presidente no jornal O Estado de S. Paulo, em 6 de abril de 2021, com o título “O que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas” (link para assinantes). Na avaliação do petista, Mourão ousou falar em nome dos militares.

Eis um trecho do artigo do ex-ministro petista:

“Mourão, vice-presidente, começa com o argumento de que cabe aos militares a garantia da lei e da ordem. Sei que ele se apoia no artigo 142 da nossa Constituição, mas o fato é que a lei e a ordem, pela mesma Constituição, são garantidas pelas suas polícias judiciárias, Polícia Federal, polícias civis e pelas polícias militares, que investigam e cumprem as determinações do poder Judiciário, e fazem cumprir a lei. As PMs também fazem o policiamento ostensivo e usam a repressão, dentro da lei e quando necessária, determinados por governos ou pelo Judiciário.

Não por acaso, o vice-presidente deixou de citar o principal: que somente por iniciativa de um dos Poderes constituídos as Forças Armadas podem ser acionadas para esse fim.”

STF confirma decisão de obrigar Senado a instalar CPI da Covid

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira confirmar a liminar dada pelo ministro da corte Luís Roberto Barroso de obrigar o Senado a instalar a CPI da Covid para investigar as ações do governo Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Em um rápido julgamento, segundo a posição vencedora adotada por 10 votos a 1, caberá ao Senado definir a forma como vai proceder para o funcionamento da comissão de inquérito, se por videoconferência, presencial ou semipresencial. Não pode a Casa, entretanto, avaliar se e quando deve instalar o colegiado.

Barroso acatou pedido de senadores de oposição para determinar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que instalasse a comissão de inquérito.

Mesmo com os requisitos para criá-la cumpridos, Pacheco vinha adiando a instalação com o argumento de que o momento não era oportuno. O país passa o pior momento da pandemia com recentes recordes de mortes e casos, demora na vacinação e colapso nos sistemas de saúde.

Na terça, Pacheco decidiu abrir a CPI da Covid, mas ampliou o escopo da linha da investigação para que também fosse investigado, além das ações do governo Bolsonaro, o uso de verbas federais por Estados e municípios no enfrentamento da pandemia.

Durante o julgamento, os ministros do STF não se pronunciaram sobre a decisão de Pacheco de alargar a abrangência da comissão de inquérito.

Fonte:
NotíciasAgrícolasPoder360Reuters

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