Pesquisas mostram crescimento da oposição em meio às dificuldades de Bolsonaro com a pandemia

Publicado em 06/04/2021 16:33 e atualizado em 06/04/2021 17:55 149 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi

Petistas rechaçam insinuação de Ciro a Lula; aliados do pedetista rebatem (Poder360)

Ciro sugeriu que Lula seja vice; Citou a argentina Cristina Kirchner (Poder360)

A declaração de Ciro Gomes (PDT) de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria se espelhar na argentina Cristina Kirchner e ser vice em uma chapa na eleição presidencial foi rechaçada por petistas ouvidos pelo Poder360. Aliados do pedetista rebateram.

Cristina Kirchner hoje é vice presidente da Argentina, governada por Alberto Fernandez. Ela presidiu o país de 2007 a 2015 e é uma das principais líderes da corrente política conhecida como Peronismo, inaugurada por Juan Domingo Perón (1895 – 1974). Da mesma forma, Lula é o principal líder do PT.

“Faço uma contraproposta a Ciro: se Lula realmente decidir ser candidato, vamos disputar um 1º turno com lealdade, baseado em projetos de país, em propostas para a superação da crise e para derrotar o obscurantismo e o retrocesso representado por Bolsonaro”, disse o senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da Minoria no Senado.

“Ao final dessa etapa, se houver 2º turno, que cada representante das forças progressistas tenha a generosidade de se somar ao esforço de eleger o candidato que represente esse campo, contra a direita que vem infelicitando o Brasil”, afirmou o senador.

Prates não citou diretamente, mas a 2ª parte de sua declaração remonta a 2018. O petista Fernando Haddad disputou a última etapa da eleição contra Jair Bolsonaro. Ciro Gomes, que teve 12% dos votos, viajou para a Europa na época da campanha de 2º turno.

A sugestão de Ciro, segundo o deputado Bohn Gass (PT-RS), “demonstra a força que de fato o Lula tem”. “Isso só reforça a necessidade de o Lula capitanear esse processo”, declarou. Bohn Gass é líder da bancada do partido na Câmara.

A declaração de Ciro foi na 2ª feira (5.abr.2021). No mesmo dia foi publicada uma pesquisa de intenção de voto que mostrava Lula numericamente à frente do atual presidente, Jair Bolsonaro. Uma boa notícia para os petistas.

“Ciro não merece mais resposta”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP). “Se ele for democrata, apoiará o Lula [em um eventual 2º turno]“,  declarou.

O pedetista Eduardo Bismarck (PDT-CE), disse ao Poder360 que “se o Lula insistir na candidatura dele, e o PT insistir, estarão dando novamente a eleição do Bolsonaro, agora a reeleição. Se o Lula não tivesse insistido na candidatura do Haddad na eleição passada o Bolsonaro não era presidente”.

“O projeto do PT fracassou, teve muitos pontos positivos mas teve muitos pontos negativos. O que tinha para dar de bom para a sociedade já deu”, afirmou Bismarck. Ele disse que é “quase nula” a possibilidade de o PDT apoiar o partido. Afirma que seria um “ato de humildade” dos petistas apoiarem uma “candidatura viável” contra o atual presidente da República. Ou seja, Ciro Gomes.

“O PT vive da rejeição do Bolsonaro e o Bolsonaro da rejeição do PT”, disse o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “O PDT nunca faltou ao PT”, declarou, citando momentos em que os pedetistas apoiaram candidaturas de petistas.

Agora, de acordo com Pompeo, seria a hora de os petistas abrirem mão do protagonismo, mas o deputado disse não acreditar nessa hipótese.. “O PT nunca nos apoiou, nunca nos deu uma chance de nada”, declarou. “Espero que eu não precise ficar falando mal do Lula”, declarou Pompeo.

Governo diz ao STF que atrasos por vacinas não é responsabilidade federal

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BRASÍLIA (Reuters) - O governo Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tem adotado todas medidas necessárias para garantir vacinas e insumos à população no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e que eventuais atrasos não são responsabilidade do Executivo Federal.

A manifestação foi apresentada em ação no STF que questiona a ação do governo federal na demora na imunização dos brasileiros no momento em que o país passa pelo pior momento da crise sanitária.

No documento, a Advocacia-Geral da União informa que o governo editou medidas provisórias que abriram créditos para compra de vacinas.

"Portanto, o ente federal está adotando as medidas para garantir as vacinas e demais insumos à população, de modo que os atrasos verificados na efetiva aplicação das doses, a cargo dos entes subnacionais, não podem ser imputados ao ente federal", disse a AGU.

Em outra peça, a Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde destacou que o governo federal vem envidando esforços possíveis e necessários para garantir a imunização dos brasileiros.

"No entanto, qualquer interpretação acerca da velocidade do processo de imunização deve levar em conta a alta demanda mundial pelos imunizantes. Essa dificuldade de aquisição de doses é um fenômeno global, atingindo, inclusive, os países mais ricos, como os integrante da União Europeia", avaliou.

Fiocruz diz que demanda internacional por insumos de vacinas gera alerta sobre cronograma

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(Reuters) - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disse nesta terça-feira que fornecedores de insumos para vacinas contra a Covid-19 avisaram que a alta demanda no mercado internacional e a crise na malha aérea por conta da pandemia geraram um alerta sobre riscos futuros de cumprimento de cronograma, mas garantiu estar acompanhando a situação para assegurar que a produção não seja afetada.

Segundo a Fiocruz, que está envasando a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, o Ministério da Saúde e empresas privadas se colocaram à disposição para atuar caso a situação se agrave, "e este apoio será solicitado em caso de necessidade", afirmou.

Apesar do alerta, a Fiocruz disse em comunicado que está produzindo 900 mil doses de vacina por dia e manteve a previsão de entregar 18,4 milhões de doses este mês ao Programa Nacional de Imunização (PNI) --apesar de ter reduzido a entrega desta semana de 3,2 milhões de doses para 2 milhões.

Segundo a Fiocruz, 11 milhões de doses já foram produzidas, mas estão, atualmente, passando por processo de controle e qualidade antes de serem entregues.

"A produção de vacinas em Bio-Manguinhos/Fiocruz segue rígidos protocolos de controle de qualidade estabelecidos internacionalmente, o que pode acarretar na redução ou no aumento nas previsões de entregas no cronograma semanal", disse, acrescentando que não há qualquer problema técnico ou operacional na fabricação da vacina.

"As doses que deixarão de ser entregues (esta semana) estão em análise e deverão ser encaminhadas ao PNI nas próximas semanas", acrescentou.

A Fiocruz prevê para este mês ampliar a produção diária de vacinas para 1,2 milhão de doses, com a abertura de um novo turno de trabalho. A meta é entregar até julho 100,4 milhões de doses produzidas com Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China, e depois mais 110 milhões de doses até o final do ano com o insumo produzido pela própria fundação.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, recebeu garantias do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, em reunião nesta semana, sobre a continuidade da entrega de IFA para a produção de vacinas, de acordo com o comunicado.

"O recebimento de remessas de IFA importado segue normalmente. Não há qualquer indicação de possível atraso no fornecimento de IFA por conta do avanço da vacinação na China", acrescentou.

A Fiocruz enfrentou atrasos para a chegada do IFA no início do ano, o que impactou o cronograma de produção. Atualmente, menos de 20% das vacinas aplicadas no país são da AstraZeneca, enquanto a CoronaVac, da chinesa Sinovac e envasada pelo Instiuto Butantan, responde pela imensa maioria da vacinação.

Bolsonaro e Putin conversam por telefone sobre vacina Sputnik V e Anvisa deve enviar missão à Rússia

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone, nesta terça-feira, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre os planos do Brasil para a compra da vacina contra Covid-19 Sputnik V e acertou a visita de uma missão técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao país para inspecionar as fábricas onde o imunizante é produzido.

De acordo com o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, a Agência já estava em tratativas com o fundo russo Gamaleya, fabricante da vacina, para fazer as inspeções sanitárias, e a data da visita será definida em uma reunião na quarta-feira.

"Estas tratativas avançaram positivamente e teremos amanhã uma reunião para definição de datas e a Anvisa está pronta imediatamente, se fosse ao caso, para ir à Rússia. Mas é claro que há esta interlocução com nossos anfitriões e amanhã esta data provavelmente estará melhor definida", disse Barra Torres. "Ela (a visita) trará informações muito importantes. Então estamos falando de um evento de curtíssimo prazo."

Em um vídeo publicado em suas redes sociais depois do telefonema, Bolsonaro destacou a intenção de que a vacina seja produzida no Brasil depois de ser aprovada pela Anvisa.

"Esperamos que inclusive caso aprovada ela venha a ser produzida no Brasil", disse Bolsonaro. "Se Deus quiser brevemente estaremos resolvendo essa questão."

O Ministério da Saúde já tem um contrato de compra de 10 milhões de doses da vacina russa, que será fabricada no Brasil pelo laboratório União Química, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, há cerca de 10 dias, os prazos do pedido de uso emergencial no Brasil por falta de documentos.

No acompanhamento feito pela Anvisa dos pedidos de autorização para uso emergencial, a agência informa que a União Química, que fez a parceria com o laboratório russo para importar e produzir a vacina no Brasil, não apresentou 18,67% dos documentos exigidos. Outros 24,59% estão incompletos, e o restante está em análise.

Ao ser questionada sobre o pedido de uso emergencial, Barra Torres afirmou que está em análise.

"Tivemos aporte maior de documentos e estamos trabalhando na análise dos documentos recebidos com a mesma atenção e rapidez que já fizemos com outros protocolos vacinais", disse.

A Anvisa vem sendo pressionada por governadores para acelerar a liberação da autorização emergencial da Sputnik V porque 11 Estados já protocolaram pedidos de importação da vacina russa, que foi a única, até agora, a aceitar negociar diretamente com os governos estaduais.

No total, segunda a Anvisa, os Estados em conjunto pediram autorização para importar 66,6 milhões de doses da Sputnik V, mesmo sem o registro. Uma reunião na tarde desta terça foi marcada para esclarecer aos governadores os pontos pendentes para autorização.

Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters/Poder

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