Preço dos ovos cai 8,5% em maio e setor tem pior relação de troca com milho em três anos

Publicado em 28/05/2021 14:57 e atualizado em 28/05/2021 15:41 1091 exibições
Felipe Fabbri - Analista de Mercado da Scot Consultoria
Cenário no curto prazo é de redução de oferta, mas comportamento da ponta consumidora ainda é incerto, segundo analista

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Entrevista com Felipe Fabbri - Analista de Mercado da Scot Consultoria sobre o Mercado dos Ovos

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Mesmo a proteína animal mais barata no mercado, o ovo, não tem conseguido obter um bom desempenho no mercado interno. De acordo com o analista de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, neste mês de maio, na comparação com abril, a caixa com 30 dúzias do produto teve recuo de 8,5%, chegando a R$ 97,50. O valor mal consegue cobrir o preço de uma saca de milho de 60 quilos, e segundo Fabbri, é a segunda pior relação de troca entre os dois produtos desde janeiro de 2018. 

Apesar na queda do valor da caixa de ovos, o atual preço é 14% superior ao praticado em maio de 2020. Entretanto, no mesmo período do ano passado, a saca de milho girava em torno de R$ 53,00, e hoje ronda a casa dos R$ 100,00. "Mesmo com a proximidade da colheita da safrinha de milho, a perspectiva é de que os custos de produção sigam em altos patamares, já que deve haver quebra em algumas regiões produtoras", disse. 

Para meados de junho e começo de julho, o analista explica que a oferta de ovos deve ser reduzida como efeito da diminuição do alojamento de pintainhas de postura, iniciada ainda no final de 2020. Apesar da perspectiva de preços melhores pela menor oferta de ovos, ainda há incertezas em relação ao comportamento do consumidor. 

"Se nem com os preços baixos e as promoções nos canais distribuidores o consumidor conseguiu absorver os valores, se subir o preço é possível que mais estoques sejam formados e isso pressione ainda mais para baixo os valores", pontuou. 

Uma perspectiva mais positiva para o setor poderá ser vislumbrada, segundo Fabbri, com o avanço da vacinação no Brasil, o que deve viabilizar a reabertura de setores que absorvem grandes quantidades de ovos, como redes hoteleiras e escolas, por exemplo. 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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