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Café: Cenário é de preços firmes, mas dólar, petróleo e Delta devem ajudar a movimentar mercado enquanto setor espera pelas chuvas

Publicado em 20/08/2021 16:56 e atualizado em 20/08/2021 17:34 685 exibições
Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes
Especialista destaca que a grande diferença na crise climática deste ano é o fato do Brasil não contar com estoque remanescente para abastecer mercados interno e externo

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Entrevista com Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes sobre o Mercado do Café

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A semana chega ao fim com estabilidade para os principais contratos do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Com a seca prolongada e a geada, o setor cafeeiro agora aguarda pelas chuvas de setembro para saber o real impacto no parque cafeeiro.

Apesar do cenário de preços firmes para o café, o analista Eduardo Carvalhaes destaca que fatores como dólar, variante Delta e petróleo devem continuar dando volatilidade aos preços. Além disso, o especialista destaca que a grande diferença na crise climática deste ano é o fato do Brasil não contar com estoque remanescente para abastecer mercados interno e externo. 

Setembro/21 teve alta de 5 pontos, negociado por 178,25 cents/lbp, dezembro/21 registrou valorização de 20 pontos, valendo 181,50 cents/lbp, março/22 teve alta de 20 pontos, cotado a 184,25 cents/lbp e maio/22 teve valorização de 20 pontos, valendo 185,25 cents/lbp. 

No acumulado semanal, o contrato referência recuou 2,70% na Bolsa, pressionado pela variante Delta, que derrubou todas as commodities agrícolas na quinta-feira, dia 19. No caso do café, o aumento de de transmissão pela variante Delta levanta incerta quanto ao consumo do grão.

Eduardo Carvalhaes, no entanto, destaca que mesmo na pandemia os números comprovam um consumo crescente e que as variações devem continuar acontecendo, com destaque também para o petróleo e dólar que podem continuar ditando a volatilidade do mercado. 

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Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon encerrou com valorização. Setembro/21 teve alta de US$ 19 por tonelada, valendo US$ 1862, novembro/21 registrou alta de US$ 19 por tonelada, valendo US$ 1882, janeiro/22 teve alta de US$ 20 por tonelada, valendo US$ 1874 e março/22 teve alta de US$ 17 por tonelada, valendo US$ 1863.

"O café conilon tem o apoio da oferta reduzida de café robusta do Vietnã, o maior produtor mundial de café conilon. A escassez de contêineres na Ásia limitou as exportações de café robusta do Vietnã. Além disso, a OIC informou na última quarta-feira que as exportações globais de café robusta de outubro a junho caíram -4,8%", voltou a destacar a análise do site internacional Barchart. 

No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou a semana com estabilidade nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,37% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 1.030,00, Araguarí/MG teve alta de 0,48%, valendo R$ 1.050,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 1.062,00, Patrocínio/MG por R$ 1.090,00, Varginha/MG por R$ 1.082,00 e Franca/SP por R$ 1.060,00.

O tipo cereja descascada teve queda de 2,37% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 1.030,00, Araguarí/MG teve alta de 0,48%, cotado a R$ 1.050,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 1.062,00, Patrocínio/MG manteve por R$ 1.090,00, Varginha/MG por R$ 1.082,00 e Franca/SP por R$ 1.060,00.


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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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