"Perdas no café ainda não estão consolidadas e novo veranico prejudicaria ainda mais a safra 21", afirma professor Donizeti

Publicado em 12/02/2021 16:10 e atualizado em 13/02/2021 06:57 2108 exibições
José Donizete Alves - Pesquisador da UFL e Guy Carvalho - Produtor de café em Minas Gerais
Pesquisador aposentado da UFLA e especialista em fisiologia do cafeeiro há 39 anos, explica cenário atual da safra brasileira e os problemas para 2022. Participação especial de Guy Carvalho, produtor e consultor em cafeicultura

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o professor e pesquisador da UFLA, José Donizeti e Guy Carvalho descreveram o atual cenário na principal região produtora de café arábica do Brasil. Após enfrentar o maior déficit hídrico dos últimos anos, o produtor segue aflito com as condições climáticas. 

As chuvas retornaram no final do ano passado e até a primeira metade de janeiro os volumes foram suficientes para aliviar as condições dos cafezais. Em janeiro as chuvas foram abaixo do esperado, mas retornaram no início de fevereiro nas principais áreas produtoras do país. O professor Donizeti explica que daqui pra frente, é importante que as chuvas continuem regulares para não comprometer assim a fase de granação do café, caso contrário, prejudicaria ainda mais a safra a ser colhida neste ano. 

Em relação aos números da Conab, que indicam uma quebra entre 32% e 39% na produção de arábica na safra 21, os dois especialistas confirmam as estimativas de quebra, mas destacam que por se tratar de uma média nacional, alguns produtores podem ter baixas acima dos 40%. 

Sobre a safra de 2022, que naturalmente seria de ciclo alto para o Brasil, o especialista explica que os impactos da seca serão sim observados na produção, levando em consideração que o crescimento da planta começou três meses depois do esperado, também consequência da falta de chuva no ano passado. Ressalta ainda que é importante o produtor continue fazendo os tratos culturais já focando na produção de 2022.

Veja a análise completa no vídeo acima

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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