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Exportações de carne bovina seguirão forte com China liderando compras e EUA entre os primeiros no ranking, diz Rabobank

Publicado em 15/06/2021 12:34 e atualizado em 15/06/2021 15:30 1608 exibições
Wagner Hiroshi Yanaguizawa - Analista de Proteína Animal do Rabobank
Apesar das boas exportações de carne, quem deve puxar preços da arroba no segundo semestre é a demanda interna

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Entrevista com Wagner Hiroshi Yanaguizawa - Analista de Proteína Animal do Rabobank sobre o Mercado do Boi Gordo

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista de Proteína Animal do Rabobank, Wagner Hiroshi Yanaguizawa, informou que o volume exportado no acumulado de janeiro a maio deste ano teve uma queda de 2,9%, comparado com o mesmo período do ano passado. Já em faturamento, houve um incremento de 2,3% neste ano frente ao que foi observado no acumulado de janeiro a maio do ano passado. 

As exportações de carne bovina registraram um avanço em junho do ano passado com a retomada dos embarques para a China. As exportações neste mês de junho/21 não devem atingir o volume embarcado no ano passado, principalmente com o cenário do real mais valorizado frente ao dólar. 

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“Nós tivemos um incremento de 30% de um mês para o outro em junho de 2020, na qual exportamos 176 mil toneladas considerando os cortes in natura, miúdos, industrializados, tripas e salgados. Já em Maio deste ano  embarcamos 149,8 mil toneladas”, ressaltou.

A China aumentou o volume importado de carne bovina brasileira em 10% neste ano se comparado ao ano passado. “Os chineses tiveram uma mudança de hábito que ajudou a alavancar os embarques. Por outro lado, os embarques para Hong Kong tiveram uma queda de 21% e Egito recuou em 56% frente ao ano anterior”, destacou.  

Atualmente, as compras chinesas representam ao redor de 46% de todo o volume que o Brasil exporta de carne bovina tornando as exportações brasileiras muito dependentes da China. Mas o analista lembra que  “da mesma forma que a China é o nosso maior destino nós tamém somos o maior fornecedor de proteína bovina para a potência asiática (40% das compras), seguido por Argentina (22%) e Uruguai (13%)". 

Nos últimos meses, os Estados Unidos têm demandado  carne bovina brasileira refletindo a recuperação da atividade econômica e da vacinação no País. “Os EUA é um grande exportador e importador de carne bovina e já se posiciona como o terceiro maior comprador da carne brasileira, ainda mais com a Austrália tentando recompor o rebanho depois dos desafios climáticos dos últimos dois anos”, comentou. 

Com relação às cotações da arroba do boi para o segundo semestre, o analista explica que não deve ocorrer explosão de preços na mesma magnitude como foi visto no final do ano passado. "Os preços da arroba tiveram um incremento de mais de R$ 100,00/@, já que em maio do ano passado estava precificado em R$ 201,00/@ e em maio deste estava cotado em R$ 310,50/@”, disse Yanaguizawa. 

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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