Futuro do boi perde mais de R$ 15 no vencimento outubro em menos de duas semanas

Publicado em 11/06/2021 13:01 e atualizado em 13/06/2021 04:07 1890 exibições
Hyberville Neto - Analista da Scot Consultoria
Levantamento da Scot Consultoria mostra que atual patamar de preços da @ na B3 não condiz com histórico de anos com retenção de fêmeas

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Entrevista com Hyberville Neto - Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

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Na Bolsa Brasileira (B3), preço futuro da arroba do boi gordo registrou desvalorização de R$ 15,00/@ no vecimento outubro/21 em menos de 15 dias, na qual passou de R$ 345,00/@ para R$ 329,00/@. Esse cenário de queda pode desestimular o pecuarista a investir no confinamento neste ano. 

Para o segundo semestre, a expectativa do mercado do boi gordo deve seguir com os custos elevados e deve comprometer a rentabilidade dos pecuaristas. A Conab apontou no último levantamento uma quebra na safra do milho e isso deve manter os preços elevados por um tempo. Por outro lado, as cotações futuras da arroba estão devolvendo os ganhos e podem impactar o confinamento. 

De acordo com o analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, a oferta restrita de animais de safra tem contribuindo para um avanço nos preços da arroba. “Estamos no final da safra em que os pastos estão secos  e não temos um volume de animais de confinamento pronto para o abate, na qual devem estar prontos em julho e agosto”, informou ao Notícias Agrícolas. 

Atualmente, a referência para a arroba do boi gordo no estado de São Paulo está estável e próximo de R$ 309,50/kg, à vista e livre e funrural. Porém, o levantamento da Scot Consultoria apontou valorização nas regiões de Três Lagoas/MS, Sul da Bahia, Norte do Mato Grosso, Cuiabá, Oeste do Maranhão e Sul do Tocantins. 

Com relação à carne no atacado, o analista apontou que os cortes sem osso registraram um aumento de 0,6% na última semana. “Esse incremento foi puxado pelos cortes traseiros, o que reforça esse efeito do início de mês. Considerando os cortes sem osso, nós tivemos valorização de 2,4% para o traseiro, 0,6% para o dianteiro  frente à semana anterior e 2,1% na carcaça casada se comparado ao valor do dia anterior”, destacou.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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