Ágio do bezerro em MT supera 26% em março e obriga pecuarista a adotar estratégias

Publicado em 16/04/2021 12:21 e atualizado em 17/04/2021 09:37 1992 exibições
Cleiton Gauer - Gestor Técnico do Imea
Imea recomenda maior depósito de carcaça no animal e travamento de preços pelos confinadores

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Entrevista com Cleiton Gauer - Gestor Técnico do Imea sobre o Mercado do Boi Gordo

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), informou que em Março/21 o bezerro de ano  teve uma valorização de 6,32% em relação ao boi gordo, que registrou um ganho de 1,89%. Isso  fez o indicador subir em 3,19 p.p., no comparativo com fev.21, alcançando os 26,50% de ágio.  

Segundo o Gestor Técnico do Imea, Cleiton Gauer, a média do ágio do boi fica em torno de 23%, mas agora já ultrapassou o patamar dos 25% e isso traz uma preocupação para o setor. “Neste momento de fazer a aquisição de um animal mais jovem elevado e depois fazer a venda com uma arroba desvalorizada pode trazer um impacto significativo”, informou. 

Diante da oferta restrita do bezerro, o instituto estima que o indicador deve permanecer em patamares elevados no curto e médio prazo. “A fim de contornar este cenário e fechar um caixa que compense o custo da aquisição, é necessário um maior depósito de carcaça no animal, como também é recomendado o travamento de preços com antecedência pelos confinadores”, pontuou o IMEA.

O rendimento da carcaça em todas as categorias dos bovinos registrou um aumento de produtividade em 2020. “A categoria que mais se destacou foi a de animais jovens de 24 meses no Mato Grosso. As exportações aquecidas para a China impulsionou esse aumento de carcaça. Para se ter ideia, no comparativo com o ano de 2019, os avanços foram 12,56% para o novilho e de 3,89% para a novilha”, reportou Gauer.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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