Boi: MS será termômetro para monitorar oferta de animais nos próximos dias. Estiagem já compromete pastagens

Publicado em 08/04/2021 12:21 e atualizado em 08/04/2021 16:08 2687 exibições
Gustavo Figueiredo - Analista da AgroAgility
Em SP já ocorrem negócios a R$325/@, mas novo valor ainda não é referência

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Entrevista com Gustavo Figueiredo - Analista da AgroAgility sobre o Mercado do Boi Gordo

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Os negócios para o boi gordo com padrão exportação atingiram o patamar dos R$ 325,00/@ no estado de São Paulo. O atual preço deve se consolidar nas próximas semanas diante da oferta restrita de animais e boa parte dos frigoríficos na praça paulista estão com as programações de abate reduzidas. 

De acordo com o Analista da AgroAgility, Gustavo Figueiredo, as indústrias frigoríficas estão comprando animais nesta quinta-feira (08) para abater na próxima segunda-feira (12). “Algumas indústrias vão abater no início da próxima semana e depois vão ficar sem matéria-prima para abater no restante dos dias. Isso vai contribuir para o cenário de sustentação dos preços da carne no mercado doméstico”, afirmou. 

O analista explica que é importante acompanhar como o mercado vai ficar no estado do Mato Grosso do Sul. “Se uma nova rodada de alta começar na região e o início da seca não estimular a entrada de animais no mercado, podemos ter novas valorizações de preços para a arroba do estado de São Paulo”, ressaltou. 

O indicador Cepea reportou no relatório da última quarta-feira (07) que os preços da carne no atacado tiveram o aumento de R$ 1,00/kg, analisando os dados de 01 de março a 07 de abril. “Esse aumento nos preços significa R$ 15,00 de poder de negociação para um frigorífico do mercado interno. Outro ponto positivo é que o consumo de carne bovina foi elevado no último final de semana”, destacou. 

O aumento do consumo de carne no mercado interno é reflexo dos pagamentos dos salários e da comemoração da Páscoa. O analista ressalta que a retomada do auxílio emergencial deve ajudar no escoamento da produção.“A maioria desse dinheiro vai ser destinado para alimentação e isso deve contribuir para a sustentação dos preços. Se caso o consumidor comprar proteínas mais baratas vai ajudar na firmeza do mercado”, apontou. 

Apesar da arroba ter registrado uma valorização significativa, os custos de produção também acompanharam esse movimento de alta. “Os preços do bezerro em 2021 registraram uma valorização de 33%, se comparado com os valores do início de janeiro até a última quarta-feira. Diante desse cenário, o abate de fêmeas deve seguir reduzindo ao longo deste ano”, comentou. 

Já os preços do milho tiveram uma alta de 16,50% do início do ano até o momento,  na qual a saca do cereal no mercado futuro está próxima de R$ 99,50. “Isso acaba comprometendo os custos da produção, enquanto a arroba registrou uma valorização de 15,50% e o boi casado teve uma alta de 11,50% frente aos dados de janeiro até a última quarta-feira”, disse Figueiredo.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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