Boi: reajuste da carne ficou para próxima semana e confirmação de novas altas ainda pode impactar @ bovina

Publicado em 01/04/2021 12:11 e atualizado em 01/04/2021 18:13 2678 exibições
Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto
Início de mês e começo do pagamento do auxílio emergencial podem melhorar demanda interna por carnes

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Entrevista com Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o mercado do boi gordo

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Os preços da arroba podem registrar novos patamares diante da oferta de animais cada vez mais restrita, sendo que já ocorreu negócios para o animal comum a R$ 320,00/@ em São Paulo. As indústrias precisam ofertar preços maiores para conseguir preencher as escalas em função das programações de abate curtas em torno de 3 a 4 dias úteis.

De acordo com o Analista de Mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira, as indústrias frigoríficas estão comprando animais de forma cautelosa e estão definindo os preços da carne à medida que fecham uma negociação com os varejistas. “Os compradores falam o volume que pretende comprar para o frigorífico e assim define o valor”, comenta. 

No entanto, o analista acredita que esse cenário deve mudar na próxima semana com a retomada do auxílio emergencial e o pagamento dos salários. “A tendência é que as indústrias exijam preços melhores do varejista e do distribuidor. Isso pode gerar uma alta de preços da carne na próxima semana”, destaca. 

Do lado da demanda externa, a potência asiática deve continuar comprando muita proteína diante dos aumentos de casos de peste suína africana. É preciso acompanhar como vão as compras de carne bovina brasileira por outros países já que o Egito suspendeu algumas plantas frigoríficas de exportar. 

“O Egito não estava conseguindo pagar pela a carne brasileira e começou a focar no produto indiano, mas de maneira geral as exportações brasileiras estão com bom desempenho. O câmbio também tem colaborado para a receita em reais e tem contribuído para os frigoríficos garantirem boas margens de lucros”, aponta.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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