Preço do etanol recua, mas repasse ao consumidor ainda levará algumas semanas

Publicado em 24/03/2021 10:57 e atualizado em 24/03/2021 17:06 1084 exibições
Ivelise Rasera Bragato - Pesq. Cepea
Biocombustível volta a registrar queda para as distribuidoras no Brasil neste início de 2021 com retração da demanda diante de novos isolamentos por conta do Covid-19, após altos valores nas últimas semanas

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Entrevista com Ivelise Rasera Bragato - Pesq. Cepea sobre o mercado do Etanol

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Os preços do etanol anidro e hidratado recuaram nos últimos dias para as distribuidoras, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP), após altos valores praticados no mercado desde a segunda quinzena de dezembro de 2020. No entanto, os repasses ao consumidor final ainda podem levar algumas semanas.

“A queda deve acontecer ao passo que os estoques das distribuidoras forem diminuindo. A gente ainda observa que o produto que está chegando aos postos para os consumidores finais ainda é um produto adquirido anteriormente, quando os preços apresentavam altas expressivas nas usinas”, afirma Ivelise Rasera Bragato, pesquisadora do Cepea.

“A gente deve ter uma queda no preço para o consumidor final no período médio de quatros semanas”, complementa Ivelise.

As recentes desvalorizações no etanol ocorrem por conta de uma queda na demanda, já que alguns estados do Brasil reforçaram os isolamentos na última semana por conta do aumento de casos de coronavírus. Além disso, o petróleo registrou queda no cenário internacional nas últimas semanas, impactando nos preços da gasolina.

Já a chegada da nova safra de cana-de-açúcar no Brasil neste mês de abril deve confirmar as expectativas de mais um ano de mix predominante açucareiro no país, o que poderia seguir exercendo suporte aos preços do biocombustível. “Boa parte dessa cana que as usinas devem começar a moer agora em abril deve ser direcionada para a produção de açúcar”, destaca a especialista.

Ivelise ainda pontua que no decorrer da safra as usinas podem fazer algumas modificações pontuais no mix de produção. Além disso, o mercado deve se guiar ao longo de 2021 em diversos fatores meteorológicos, comerciais e institucionais, segundo a pesquisadora.

 

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