Produção de etanol de milho deve subir mais de 20% neste ano para um recorde de 3,3 bi/l

Publicado em 23/03/2021 16:13 e atualizado em 23/03/2021 17:22 1562 exibições
Guilherme Nolasco - Presidente da Unem
Unem espera chegar em 2030 com produção de 8 bilhões de litros e contribuir com oferta no mercado durante a sazonalidade da safra de cana

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Entrevista com Guilherme Nolasco - Presidente da Unem sobre a alta na produção de etanol de milho

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A produção de etanol de milho neste ano de 2021 pode registrar um recorde de 3,3 bilhões de litros, segundo estimativa da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Um salto de cerca de 20% ante a temporada anterior acompanhando os investimentos do setor nos últimos anos mesmo com alta do cereal.

"O setor vem se superando, vem acumulando recordes a cada ano. É um setor novo, com muitos investimentos em curso, muitas empresas com aumento de capacidade produtiva. Para os próximos anos, estamos no rumo dos 8 bilhões de litros", afirma Guilherme Nolasco, presidente da Unem.

Atualmente, o estado de Mato Grosso abriga as principais usinas de produção de etanol através do cereal, com cerca de 80% da produção nacional, mas novas fronteiras começam a despontar, como Goiás, inclusive com plantas do tipo flex, Mato Grosso do Sul e até mesmo algumas regiões de São Paulo.

A maior produção de etanol de milho neste ano ocorrerá mesmo em meio aos altos preços do cereal no mercado do doméstico através das estratégias de negociação adotadas pelo setor.

"A grande estratégia do setor está baseada no mercado a termo do milho. Esse setor não tem área agrícola, não planta milho, mas se posiciona com muita antecedência no mercado. Por exemplo, já estamos comprando milho que será plantado em 2021", destaca Nolasco.

Além disso, a cadeia tem outros produtos. "Os farelos de milho, DDG e DDGS, tem um papel super importante porque eles acompanham as altas do cereal e trazem conforto na operação", complementa o presidente da Unem.

As usinas do biocombustível conseguem trabalhar praticamente o ano todo e podem nos próximos anos, segundo a Unem, contribuir com a oferta no mercado durante a sazonalidade da safra de cana-de-açúcar.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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