Depois de os produtores perderem R$ 24/saca, a soja continua escorregando... agora com o dólar

Publicado em 22/06/2021 18:18 e atualizado em 22/06/2021 22:23 2988 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 3a.feira, 22 de junho/21, com João Batista Olivi

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em um ano; mercado avalia quedas adicionais

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve firme queda nesta terça-feira e fechou abaixo da marca psicológica de 5 reais pela primeira vez em um ano, pressionado pela percepção de uma política monetária mais dura no Brasil e mais afrouxada nos Estados Unidos, combinação que pode atrair liquidez para o mercado doméstico.

O dólar à vista caiu 1,12%, a 4,9662 reais na venda. É a primeira vez que a cotação fica abaixo de 5 reais num fechamento desde 10 de junho do ano passado, quando terminou em 4,9398 reais.

A divisa brasileira esteve entre os melhores desempenhos globais nesta sessão, que contou ainda com fraqueza do dólar no exterior após declarações do chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell. O índice do dólar no exterior caía 0,2% no fim da tarde, depois de subir 0,3% mais cedo.

O dólar caiu aqui e no exterior à medida que o chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, destacou que a alta na inflação norte-americana é transitória. Com isso, Powell amenizou temores de que o Fed possa em breve reduzir estímulos e acalmou investidores ainda sob impacto da sinalização de alta de juros em 2023, um ano antes do previsto até então.

O dólar foi à mínima do dia (4,9633 reais, queda de 1,18%) já perto do fechamento no mercado à vista. Na máxima da sessão, alcançada ainda pela manhã, marcou 5,046 reais, alta de 0,47%.

O índice do dólar frente a uma cesta de rivais no exterior cedia 0,2% no fim da tarde, revertendo alta de 0,31% registrada ainda na sessão europeia.

Mas, embora tenha ido às mínimas à tarde, o dólar no Brasil já vinha em movimento mais fraco do que no exterior. As operações domésticas foram influenciadas desde cedo pela indicação mais dura do Banco Central sobre a inflação, que veio acompanhada de sinalização de mais altas da Selic à frente, conforme a ata do Copom divulgada nesta terça.

Com o tom do texto do Copom, o Credit Suisse elevou a 1,00 ponto percentual a expectativa de alta dos juros em agosto, ante 0,75 ponto do cenário anterior. O banco vê Selic de 7,25% ao fim de 2021 e de 2022.

O Bank of America também elevou a estimativa para 7%, de 6,50%. O Banco Fibra aumentou de 6% para 6,5%, mas vislumbrando risco de o colegiado do BC conduzir a Selic a patamar contracionista ainda neste ano.

Juros mais altos no Brasil aumentam a taxa de retorno a investidores que aplicam em real seja via NDFs (contratos a termo de moeda), seja por compra de títulos de dívida.

Muitos analistas defendem que a trajetória descendente do real nos últimos anos decorreu em parte do corte expressivo da Selic, que deixou o Brasil com juro real negativo no meio de uma crise fiscal e econômica, o que teria colocado o país atrás de seus pares emergentes na atração de liquidez.

O Banco Fibra fala em uma "janela de oportunidade" para o real entre junho e agosto, após a qual o dólar ficaria em 5,30 reais ao fim do ano.

O Société Générale também parece pouco convicto de que a queda do dólar continuará. Estrategistas do banco francês entraram com posição comprada em dólar quando a moeda tocou 5,06 reais e miram taxa de 5,70 reais. O ponto de "stop-loss" (ou seja, no qual a posição é desfeita) é de 4,75 reais.

Além de dúvidas sobre a força da recuperação econômica local e o cenário político, além da China e da política monetária dos EUA, os profissionais do SG elencaram o rumo dos juros no Brasil como um risco.

"As ações agressivas do Banco Central provavelmente apoiarão o real, mas o mercado 'uberhawkish' (que aposta em juros muito mais altos) pode ficar incomodado pela extensão limitada dos aumentos reais das taxas", disseram em nota.

Volumes diários nos mercados de câmbio saltam 21% em maio, diz CLS

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LONDRES (Reuters) - Os volumes médios de negociação diária nos mercados de câmbio dispararam 21% em maio em comparação ao mesmo mês do ano passado, para 1,8 trilhão de dólares, auxiliados por grandes aumentos nas negociações da moeda norte-americana em relação ao euro, iene japonês e dólar canadense, disse a CLS nesta terça-feira.

A CLS, uma importante liquidadora de negociações nos mercados de câmbio, disse que os volumes aumentaram nos mercados à vista, a termo e de swap --neste último em notáveis 25%-- em relação aos níveis de maio de 2020.

Embora a volatilidade cambial permaneça moderada, os investidores estiveram ocupados mudando seu posicionamento em relação ao dólar norte-americano em maio, ao ponderarem quando o Federal Reserve começará a assumir um tom mais "hawkish", ou duro com a inflação, em relação à política monetária e a seu estímulo em função da pandemia.

Ações europeias sobem amparadas por commodities; mercado aguarda Powell

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(Reuters) - As ações europeias subiram nesta terça-feira, com papéis de empresas de mineração e energia se beneficiando dos preços estáveis ​​das commodities, enquanto investidores ainda aguardavam discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,3%. As ações de mineração tiveram ganho de 1,3%, uma vez que os preços de metais básicos pareciam ter se estabilizado após recente queda.

As ações de produtos químicos subiram 1,1%, para uma máxima recorde, uma vez que investidores favoreceram setores com maior probabilidade de pegar carona na recuperação econômica neste ano.

Os mercados de ações da Irlanda tiveram o melhor desempenho na região, com alta de 1,6%, depois de o Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte nomear Jeffrey Donaldson como seu novo líder --seu terceiro líder em questão de semanas em meio a cruciais negociações pós-Brexit.

As ações irlandesas caíram na semana passada depois que o antecessor de Donaldson, Edwin Poots, renunciou após apenas três semanas no cargo.

No mercado como um todo, os setores bancário e industrial --sensíveis aos ciclos econômicos-- aumentaram em meio a sinais de que o Fed pode em breve começar a aumentar as taxas de juros.

Ibovespa recua após BC sinalizar alta mais rápida da Selic

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, após a ata da última reunião do Copom sinalizar um ritmo mais rápido de normalização monetária no país, embora a alta da Vale e a trajetória positiva em Wall Street tenham atenuado a perda.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,38%, a 128.767,45 pontos, chegando a perder o patamar dos 128 mil pontos no pior momento. O volume financeiro no pregão somou 30,7 bilhões de reais.

De acordo com a ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou na semana passada a possibilidade de acelerar a alta da Selic, embora tenha considerado mais adequado manter o ritmo de aperto em 0,75 ponto percentual.

Para os economistas do Bank of America David Beker e Ana Madeira, o documento trouxe um tom mais 'hawkish'", sugerindo um ritmo de alta mais rápido e que a Selic poderia se mover acima do nível neutro.

Eles agora esperam duas altas de 1 ponto nas próximas duas reuniões, além de um aumento de 0,5 ponto em outubro e um acréscimo final de 0,25 ponto em dezembro, com a Selic atingindo 7,00% no final do ano, de previsão anterior de 6,5%.

A equipe de macroeconomia do Itaú Unibanco, chefiada pelo ex-BC Mario Mesquita, também ajustou projeções e agora prevê aumento de 1 ponto em agosto, com a taxa a 6,5% no final do ciclo (subindo 1, 0,75 e 0,5 ponto nas três próximas decisões).

Tal percepção, segundo o sócio da Rio Gestão André Querne, pressionou particularmente ações sensíveis ao comportamento das taxas de juros, como as de empresas de varejo, crédito, consumo, construção civil, setor imobiliário, concessão, entre outras.

Ele acrescentou que esse tipo de notícia traz certa volatilidade e corrobora realização de lucros, principalmente após o Ibovespa ter renovado máximas históricas no começo do mês. Mas que mantém uma visão construtiva para a bolsa em 2021.

Um dos argumentos de Querne para tal prognóstico é de que o exterior deve continuar favorável, na esteira da recuperação norte-americana e expectativa de que o Federal Reserve não promova um mudança drástica em relação aos estímulos monetários.

Declarações do titular do Fed em audiência na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos nesta terça-feira endossam tal premissa, com Jerome Powell afirmando que o Fed não elevará os juros apenas com base em receio inflacionário.

"Não vamos elevar os juros preventivamente porque tememos o possível início da inflação. Vamos aguardar por evidências de inflação real ou outros desequilíbrios", disse Powell.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,5%, o que atenuou a pressão vendedora no pregão brasileiro, onde o Ibovespa chegou a marcar 127.802,73 pontos na mínima da sessão. O Nasdaq Composite renovou máxima histórica.

Plano Safra 2021/22 eleva recursos a R$ 251 bi; juros têm alta "inevitável", diz governo

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SÃO PAULO (Reuters) - O Plano Safra 2021/22 ofertará 251,2 bilhões de reais para financiamentos da agricultura brasileira na próxima temporada, aumento de 6,3% ante o programa governamental do ciclo anterior, e os juros também subirão na esteira de uma alta na taxa básica Selic.

"É inevitável uma elevação da taxa de juros, por tudo que vocês têm acompanhado. (Mas) a gente conseguiu que não fosse uma elevação muito acentuada", afirmou o diretor de Crédito e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, durante a apresentação do plano.

Ele acrescentou, porém, que o avanço menos intenso das tarifas demonstra um "apoio incondicional" do governo federal à agricultura familiar.

Para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o programa dá condições para que o agronegócio se mantenha como o setor mais dinâmico da economia brasileira. Por outro lado, ela também deixou clara sua insatisfação com o montante de 1 bilhão de reais que será destinado ao seguro rural em 2022 e disse que trabalhará para elevá-lo.

Com uma forte demanda de produtores por recursos para investimentos, os financiamentos desses aportes aumentarão substancialmente no novo Plano Safra: para 73,45 bilhões de reais, versus 56,92 bilhões em 2020/21, de acordo com dados do ministério.

Em momento em que os produtores contam com preços de várias commodities agrícolas em máximas históricas que incentivam expansões de área, o plano destinará para custeio e comercialização cerca de 1,6 bilhão de reais a menos na comparação com a safra anterior, com o montante somando 177,78 bilhões de reais.

Para financiar a agricultura familiar (Pronaf), o Plano Safra terá 39,34 bilhões de reais, alta de 19% versus 2020/21.

"Novamente, priorizamos a agricultura familiar e os investimentos, em especial, na agricultura de baixo carbono... Reforçamos assim o compromisso do governo com aqueles que mais precisam de apoio", disse a ministra.

Mas os juros subirão para todas as categorias, incluindo para pequenos produtores nos programas de custeio e comercialização, que ficarão em uma faixa de 3% a 4,5%, ante 2,75%-4% do programa anterior.

O custeio e comercialização de médio produtor (Pronamp) terá 29,18 bilhões de reais, com juros de 5,5%, alta de 0,5 ponto percentual na comparação anual.

Os demais agricultores, incluindo os maiores, terão taxa de juros de 7,5%, ante 6% no programa passado, após a Selic ter passado de 2,25% nesta mesma época de 2020 para os atuais 4,25%.

Já o programa para financiar máquinas e implementos agrícolas Moderfrota terá juros de 8,5%, alta de 1 ponto ante plano anterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, o Tesouro Nacional destinará 13 bilhões de reais para a chamada equalização de juros, que garante melhores condições para pequenos e médios agricultores. Quanto a isso, Tereza Cristina disse que sua intenção era um total de 15 bilhões de reais, que não se confirmou.

Para 2022, a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural será de 1 bilhão de reais, conforme anúncio do governo, valor considerado baixo pela ministra, diante da contribuição econômica que o setor fornece ao país.

"Ainda não estou conformada com esse seguro, olha os números que estamos mostrando (referentes aos resultados do agronegócio brasileiro)... nós precisamos avançar", disse Tereza ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo o Ministério da Agricultura, o montante permite contratação de aproximadamente 158.500 apólices, proteção de 10,7 milhões de hectares e um valor total segurado de 55,4 bilhões de reais.

O Plano Safra ainda dobrará recursos para o programa ABC, de agricultura de baixo carbono, a 5,05 bilhões de reais, com três novas possibilidades de financiamento (para aquisição e construção de instalações de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio; projetos de geração de energia renovável; e de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano).

O programa também destinará 4,12 bilhões de reais para financiar construção de armazéns, com alta de 84% na comparação anual.

Ainda durante o evento, Tereza Cristina finalizou sua fala fazendo um desafio aos produtores rurais para que a próxima safra chegue a 300 milhões de toneladas de grãos. Nesta temporada, o país deve colher 262,13 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Ainda não estou conformada com recursos do seguro rural, diz ministra da Agricultura

(Reuters) - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta terça-feira que ainda não concordou plenamente com o volume de recursos que será destinado pelo governo federal ao seguro rural no ano que vem e trabalhará para elevar o orçamento.

Para 2022, a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural será de 1 bilhão de reais, conforme anúncio realizado durante a divulgação do novo Plano Safra.

"Ainda não estou conformada com esse seguro, olha os números que estamos mostrando (referentes aos resultados do agronegócio brasileiro)... nós precisamos avançar", disse Tereza.

Segundo a pasta, o montante permite contratar aproximadamente 158.500 apólices, proteger 10,7 milhões de hectares e um valor total segurado de 55,4 bilhões de reais.

Também durante o evento, Tereza Cristina comentou que sua vontade era de um aporte de 15 bilhões de reais vindo do Tesouro Nacional para a equalização de juros do Plano Safra, porém, o valor disponibilizado foi de 13 bilhões.

Bolsonaro diz que não há Três Poderes, mas o Judiciário de um lado e os outros dois de outro

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que o país não conta com Três Poderes, mas sim uma divisão entre o Judiciário de um lado, e o Executivo e o Legislativo de outro.

Em cerimônia de lançamento do Plano Safra 21/22, Bolsonaro manifestou desejo, ainda, que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirme a constitucionalidade de projeto que trata da autonomia do Banco Central votado pelo Congresso Nacional.

"Lira, tu faz um trabalho excepcional, Arthur, quem viveu e quem vive hoje com o Parlamento, bem como o nosso colega Rodrigo Pacheco no Senado Federal", disse Bolsonaro, dirigindo-se ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e também fazendo referência ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

"A gente vive para o Brasil. E eu costumo sempre dizer, não são 3 Poderes, não, são 2, Arthur. É o Judiciário e nós para o lado de cá, porque nós formamos 'heteramente' um casal. E essas decisões que passam por nós todos os 215 milhões de brasileiros são beneficiados."

Universidade de Oxford testa ivermectina como possível tratamento para Covid-19

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(Reuters) - A Universidade de Oxford anunciou nesta terça-feira que está testando o medicamento antiparasitário ivermectina como um tratamento possível para a Covid-19, como parte de um estudo apoiado pelo governo britânico que busca auxiliar a recuperação de pacientes em contextos não hospitalares.

A ivermectina resultou na redução da replicação do vírus em estudos laboratoriais, afirmou a universidade, acrescentando que um pequeno estudo piloto mostrou que administrar o medicamento antecipadamente poderia reduzir a carga viral e a duração dos sintomas em alguns pacientes com quadros leves de Covid-19.

Batizado de "Principle", o estudo britânico demonstrou em janeiro que os antibióticos azitromicina e doxiciclina são ineficientes de maneira geral em estágios iniciais da Covid-19.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) e reguladores europeus e norte-americanos tenham se posicionado contra o uso da ivermectina em pacientes da Covid-19, o medicamento está sendo utilizado para tratar a doença em alguns países, incluindo a Índia e o Brasil -- onde o remédio é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro como parte do chamado tratamento precoce.

"Ao incluir a ivermectina em um estudo de grande escala como o Principle, esperamos gerar evidências robustas para determinar o quão eficiente o tratamento é contra a Covid-19, e se há benefícios ou prejuízos associados ao seu uso", afirmou Chris Butler, um dos líderes da pesquisa.

Pessoas com condições graves do fígado, ou que tomem o medicamento anticoagulante varfarina, ou ainda outros medicamentos que conhecidamente interajam com a ivermectina, serão excluídos do estudo, acrescentou a universidade. 

A ivermectina é o sétimo medicamento a ser testado no estudo, e está atualmente sendo avaliado ao lado do remédio antiviral favipiravir, afirmou a universidade. 

Pessoas querem notícias confiáveis, diz Instituto Reuters

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LONDRES (Reuters) - A pandemia de coronavírus alimentou a fome por notícias confiáveis ​​em um momento de crise global, e uma ampla maioria das pessoas deseja que os veículos de comunicação sejam imparciais e objetivos, disse o Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo.

A confiança nas notícias cresceu durante a pandemia, especialmente na Europa Ocidental, ajudando marcas com reputação de reportagens confiáveis, embora a desconfiança tenha sido particularmente aparente na mídia polarizada dos Estados Unidos.

Uma ampla maioria de pessoas em todos os países acredita que os meios de comunicação devem refletir uma variedade de pontos de vista e tentar ser neutros, disse o instituto em seu relatório anual (https://reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/digital-news-report/2021).

"Passamos por um período muito sombrio e grande parte do público reconhece que as organizações de notícias muitas vezes são responsáveis pela luz nessa escuridão", disse Rasmus Nielsen, diretor do Instituto Reuters.

"Tem havido uma maior valorização das notícias confiáveis ​​em geral", afirmou ele à Reuters. "Está muito claro em nossa pesquisa, país por país, faixa etária por faixa etária, que a grande maioria deseja que o jornalismo tente ser neutro."

O relatório é baseado em pesquisas que abrangem 46 mercados e mais da metade da população mundial.

A acelerada revolução tecnológica representa que 73% das pessoas agora acessam notícias por meio de um smartphone, contra 69% em 2020, enquanto muitos usam as mídias sociais ou aplicativos de mensagens para consumir ou discutir notícias. O TikTok agora atinge 24% das pessoas com menos de 35 anos, com taxas de penetração mais altas na Ásia e na América Latina.

O Facebook é visto como a principal via para disseminação de informações falsas, embora aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, também desempenhem um papel importante nesse caso.

Mas os gigantes da tecnologia também serviram como uma avenida para a dissidência, disse o Instituto Reuters, citando protestos no Peru, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Estados Unidos.

Mais pessoas desconfiavam das notícias do que confiavam nelas nos Estados Unidos, onde a derrota de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020 reduziu a demanda por notícias.

Em termos gerais, as pessoas que sentiram que a mídia foi injusta eram aqueles com uma visão política inclinada à direita. Jovens de 18 a 24 anos, negros e hispano-americanos, alemães orientais e certas classes socioeconômicas britânicas achavam que estavam sendo retratados de forma injusta.

“Embora o jornalismo imparcial ou objetivo seja cada vez mais questionado por alguns, em geral as pessoas apoiam fortemente o ideal de notícias imparciais”, escreveu Craig T. Robertson, pesquisador de pós-doutorado do Instituto, no relatório. "As pessoas querem o direito de decidir por si mesmas."

O Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo é um centro de pesquisa da Universidade de Oxford que acompanha as tendências da mídia. A Fundação Thomson Reuters, braço filantrópico da Thomson Reuters, financia o instituto.

Chile avalia possibilidade de terceira dose de vacina contra Covid-19

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ANTIAGO (Reuters) - O governo do Chile estuda a possibilidade de distribuir uma terceira dose de reforço para vacina contra a Covid-19, anunciou o presidente chileno nesta terça-feira, enquanto o país tenta combater mais uma onda de infecções em meio a dúvidas sobre o quão eficiente seria a amplamente utilizada vacina da Sinovac contra variantes mais transmissíveis do vírus.

O presidente Sebastián Piñera afirmou que especialistas de saúde estão avaliando "muitos estudos científicos" para determinar se uma terceira dose seria necessária, enquanto é iniciada a imunização de adolescentes no Chile. 

"Como governo, estamos atentos aos problemas de hoje, mas também precisamos nos antecipar e preparar para enfrentar os problemas de amanhã", acrescentou.

O Chile depende amplamente da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac, a CoronaVac, para executar uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo, administrando 16,8 milhões de doses, além das 3,9 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech e outras quantidades menores de imunizantes da Cansino Biologics e da AstraZeneca.

Até agora, 78% do público-alvo do Chile tomou pelo menos uma dose, e 61% estão completamente vacinados.

O Chile foi um teste importante para a eficácia da vacina da Sinovac no mundo real. Em um estudo publicado em abril, a vacina chinesa se provou minimamente eficiente na prevenção da doença após a primeira dose. Com a segunda, o imunizante apresentou 67% de eficácia na prevenção de infecção sintomática, 85% na prevenção de hospitalizações e 80% na prevenção de mortes.

Vacina da AstraZeneca é eficaz contra variantes identificadas na Índia

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(Reuters) - A vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 é eficaz contra as variantes Delta e Kappa, que foram identificadas pela primeira vez na Índia, disse a empresa nesta terça-feira, ao citar um estudo.

O estudo da Universidade de Oxford investigou a capacidade dos anticorpos monoclonais no sangue de pessoas recuperadas e vacinadas de neutralizar as variantes Delta e Kappa, informou o comunicado.

Na semana passada, uma análise da agência de Saúde Pública da Inglaterra (PHE) mostrou que as vacinas feitas pela Pfizer e pela AstraZeneca oferecem alta proteção de mais de 90% contra a hospitalização da variante Delta.

Os resultados do estudo de Oxford são baseados na análise recente da PHE, disse a empresa.

A variante Delta está se tornando a versão globalmente dominante da doença, afirmou a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde na sexta-feira.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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