Chove no corn belt americano e a soja começa a ceder na Bolsa. Agora é preciso manter a calma!

Publicado em 10/05/2021 16:06 e atualizado em 10/05/2021 16:39 1728 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 2a. feira, 10 de maio/21, com João Batista Olivi

Exportação de soja do Brasil segue forte na 1ª semana de maio; açúcar cai

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - A média diária de exportação de soja do Brasil alcançou 938,4 mil toneladas na primeira semana de maio, alta de 33% ante o mesmo mês de 2020, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira.

Com isso, o maior produtor e exportador global da oleaginosa mantém o ritmo firme de embarques que foi verificado em semanas anteriores, quando a média diária ficou perto de 1 milhão de toneladas.

As exportações aquecidas, que registraram um recorde histórico de mais de 17 milhões de toneladas em abril, ocorrem em momento que o Brasil caminha para a conclusão da colheita da safra 2020/21 e conta com volume elevado de soja disponível para embarque.

Ainda de acordo com a Secex, a média de vendas externas de açúcar atingiu 87,9 mil toneladas ao dia na primeira semana do mês, uma queda ante os 129,17 mil ao dia registrados em maio do ano passado --em plena safra de cana-de-açúcar no país.

Neste ano, a moagem da safra começou em ritmo mais lento, com usinas do centro-sul lidando com os efeitos da prolongada seca para as lavouras.

Estiagem reduz 2ª safra de milho do centro-sul para 65 mi t, diz AgRural

LOGO REUTERS 

SÃO PAULO (Reuters) - A estiagem que marcou o mês de abril em grande parte do centro-sul do Brasil se agravou no início de maio e levou a consultoria AgRural a fazer novo corte em sua estimativa para a segunda safra de milho 2021 do país.

A produção do centro-sul está agora prevista em 65,1 milhões de toneladas, ante 73 milhões em projeção de abril, disse a consultoria em boletim nesta segunda-feira.

O número tem como base uma área de 12,9 milhões de hectares, inalterada frente ao estimado em abril e 6% superior à da temporada anterior, e leva em conta produtividade de 84,1 sacas por hectare, "a menor desde 2018", destacou a empresa.

Combinada a números da estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as regiões Norte e Nordeste, a estimativa da AgRural resultaria em produção total no Brasil de 69,6 milhões de toneladas de milho na "safrinha" 2021, contra 77,5 milhões na estimativa de abril e 75,1 milhões de toneladas em 2020.

Já a produção total de milho do Brasil na temporada 2020/21 foi prevista pela consultoria em 95,5 milhões de toneladas, ante 103,4 milhões em abril e 102,6 milhões de toneladas em 2019/20.

Mercado melhora perspectiva de crescimento para 2021 e 2022, mostra Focus

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado ajustou suas projeções para a economia brasileira e passou a ver maior crescimento tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 agora é de 3,21%, contra 3,14% na semana anterior. Para 2022, a conta melhorou em 0,02 ponto percentual e passou para 2,33%.

Para a inflação, os especialistas consultados no levantamento semanal veem alta do IPCA de 5,06% este ano, de 5,04% antes, mantendo a expectativa de uma taxa de 3,61% no ano que vem.

Ambas as projeções ficam acima do centro da meta oficial, que é de 3,75% para este ano e de 3,50% para 2022, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o câmbio, a pesquisa com uma centena de economistas mostrou que a estimativa agora é de dólar a 5,35 reais, contra 5,40 reais na semana anterior, terminando o ano que vem a 5,40 reais.

O cenário para a política monetária não sofreu alterações, com a Selic ainda sendo calculada a 5,50% no final de 2021 e 6,25% no término de 2022.

Dow toca máximas recordes com impulso de ações de matérias-primas e energia

LOGO REUTERS

(Reuters) - O índice Dow Jones atingiu uma máxima recorde nesta segunda-feira em meio a esperanças de que os juros permanecerão baixos por mais tempo, enquanto o S&P 500 apresentava pouca alteração, já que uma queda nas ações de tecnologia compensava um salto nos setores de energia e matérias-primas.

A mineradora de cobre Freeport-McMoran, a produtora de alumínio Alcoa e a siderúrgica United States Steel ganhavam entre 2,7% e 5,8%, depois que os preços do cobre atingiram uma máxima recorde e o alumínio cravou novo pico.

O setor de matérias-primas subia 1,3%, enquanto o subíndice de energia atingiu um pico em mais de um ano depois que um ataque cibernético a uma operadora de dutos dos Estados Unidos elevou os preços do petróleo.

"Muitos dos temores de inflação são exagerados", disse Scott Brown, economista-chefe da Raymond James. "Há uma grande diferença entre o preço das commodities e a inflação no nível do consumidor. Geralmente é necessário um aumento gigantesco nos preços das matérias-primas para ter um efeito mínimo no índice de preços ao consumidor."

O S&P 500 e o Dow Jones fecharam em máximas recordes na sexta-feira, com uma desaceleração inesperada no crescimento do emprego mensal nos EUA alimentando apostas de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, permanecerá expansionista por mais tempo.

Às 12:09 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,76%, a 35.041 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,214053%, a 4.224 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 1,65%, a 13.526 pontos.

Confiança dos investidores da zona do euro atinge nível mais alto desde março de 2018

LOGO REUTERS

BERLIM (Reuters) - A confiança dos investidores da zona do euro subiu em maio para o seu nível mais alto desde março de 2018, com as expectativas mais altas de todos os tempos e uma avaliação otimista da situação atual, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira, sugerindo que o bloco está superando a crise da Covid-19.

O índice do Sentix para a zona do euro subiu a 21,0, de 13,1 em abril. Pesquisa Reuters havia apontado uma leitura de 14,0.

O índice de condições atuais passou para território positivo, atingindo seu nível mais alto desde maio de 2019. O índice de expectativas subiu a um recorde de 36,8, de 34,8 no mês anterior.

"A situação econômica na zona do euro continua melhorando", disse o Sentix, acrescentando que "a recessão causada pela crise do corona(vírus) foi superada".

Ações europeias fecham em máxima recorde com rali de mineradoras

LOGO REUTERS

(Reuters) - As ações europeias atingiram máximas recordes nesta segunda-feira, com as mineradoras liderando os ganhos depois que os preços das commodities dispararam, enquanto o otimismo em relação à reabertura das economias e a política monetária flexível elevaram setores que normalmente se beneficiam de uma recuperação.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,06%, a 1.713 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,1%, a 445 pontos, fechando em uma máxima histórica.

As mineradoras saltaram 2,3% para uma máxima em dez anos.

Mineradoras listadas no Reino Unido, como Rio Tinto, BHP Group e Glencore, avançaram entre 1,7% e 2,6%. Os futuros do minério de ferro de referência da China e do aço e os preços do cobre atingiram níveis recordes em meio à esperança de uma melhora na demanda devido ao aperto na oferta.

"O boom nos preços das commodities é uma boa notícia para os setores de matérias-primas ou cíclicos", disse Rupert Thompson, diretor de investimentos do Kingswood Group.

Os investidores vão monitorar dados de inflação dos Estados Unidos esta semana para avaliar se um forte aumento nos preços levará o Federal Reserve a mudar sua postura de política monetária. Dados de emprego norte-americanos mais fracos do que o esperado divulgados na sexta-feira impulsionaram as expectativas de que os juros permanecerão baixos por mais tempo.

Bolsonaro parabeniza Polícia Civil do Rio por operação que deixou 28 mortos em favela

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro parabenizou a Polícia Civil do Rio de Janeiro pela operação que deixou 28 pessoas mortas na semana passada na favela do Jacarezinho, zona norte da capital fluminense, e criticou a imprensa por, segundo ele, igualar traficantes a cidadãos comuns, sem entretanto apresentar provas que os 27 mortos --um policial também morreu na operação-- eram traficantes.

"Ao tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem famílias, a mídia e a esquerda os iguala ao cidadão comum, honesto, que respeita as leis e o próximo. É uma grave ofensa ao povo que há muito é refém da criminalidade. Parabéns à Polícia Civil do Rio de Janeiro!", escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter na noite de domingo.

O presidente também fez uma homenagem ao policial morto na operação.

"Será lembrando pela sua coragem, assim como todos os guerreiros que arriscam a própria vida na missão diária de proteger a população de bem. Que Deus conforte os familiares!", disse o presidente.

Na sexta-feira, ao ser indagado sobre a operação policial no Jacarezinho por um repórter que disse que o caso estava sendo tratado como "massacre", o vice-presidente Hamilton Mourão respondeu: "Tudo bandido". Ele, no entanto, também não apresentou provas das acusações que fez.

A operação na favela do Jacarezinho foi criticada por entidades de defesa dos direitos humanos e a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma investigação ampla e independente sobre o caso, apontando que os policiais não preservaram a cena do crime.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, viu indícios de "execução arbitrária" na operação e o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu esclarecimentos ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), e a outras autoridades estaduais sobre as circunstâncias da operação.

Bolsonaro, que tem nos membros das forças de segurança uma importante base eleitoral, defende o que chama de "excludente de ilicitude" para que agentes de segurança pública fiquem isentos de punição por atos cometidos em serviço. Entidades de defesa dos direitos humanos afirmam que a proposta criaria uma licença para matar.

Tags:
Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

1 comentário

  • Adilson Garcia Miranda São Paulo - SP

    Quanto à manter a calma para vender o grão eu concordo. Porém quanto às chuvas no Corn Belt, elas não virão. Pois se o La Nina deixou a atmosfera mais seca no ´Hemisfério sul, diminuindo as chuvas. O mesmo vai ocorrer no Norte... A safra dos americanos vai quebrar, e só o Brasil vai ter soja para vender nos próximos anos. E esses chineisinhos ( que espalharam o virúx no mundo, e agora regulam os insumos da vacina ) vão ter que pagar o nosso soja a peso de ouro.

    11