2 dias de leilões colocam 9,43 bi em investimentos. Guedes diz que dólar deve ir a R$ 4,50; Brasil pega tração

Publicado em 08/04/2021 16:16 e atualizado em 08/04/2021 17:01 2049 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição do Tempo&Dinheiro desta 5a.feira, 8 de abril/21,com João Batista Olivi

R$ 9,43 bilhões em investimentos entre os 22 aeroportos e a Ferrovia 

Fiol deve ter investimentos de R$ 3,3 bilhões, após leilão vencido pela Bamin (por Mário Bittencourt, de Vitória da Conquista/BA)

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério da Infraestrutura (Minfra) realizaram nesta quinta-feira (8) o leilão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), na B3 (antiga BM&FBovespa), em São Paulo (SP).

A vencedora do certame foi a empresa Bahia Mineração S.A (Corretora Itaú), com um lance de R$32.730.000. Apenas uma proposta foi apresentada.

A ganhadora ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar por 35 anos, totalizando R$ 3,3 bilhões de investimentos.

Desse total, R$ 1,6 bilhão será utilizado para a conclusão das obras, que estão com 80% de execução. Além disso, a subconcessão da Fiol vai permitir a criação de 55 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda ao longo da concessão.

A expectativa é de que a Fiol 1 comece a operar em 2025, já transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga, entre grãos e, principalmente, o minério de ferro produzido na região de Caetité.

Volume que vai mais que dobrar em 10 anos, superando 50 milhões de toneladas, em 2035 – sendo a maior parte, o minério de ferro. Entre as cargas também estão alimentos processados, cimento, combustíveis, soja em grão, farelo de soja, manufaturados, petroquímicos e outros minerais.

A operação inicial já deve contar com pelo menos 16 locomotivas e mais de 1.400 vagões – pelo menos, 1.100 destinados apenas para o escoamento de minério de ferro. Montante que terá um incremento diante do aumento da demanda, chegando a 34 locomotivas e 2.600 vagões, dentro de dez anos.

Além de Ilhéus e Caetité, um terceiro pátio será instalado no município de Brumado. O traçado da Fiol 1 atravessará as seguintes cidades baianas: Ilhéus, Uruçuca, Aureliano Leal, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Mirante, Tanhaçu, Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité.

A ANTT e o Governo Federal também trabalham nos projetos para concessão dos outros dois trechos: a Fiol 2, entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), com obras em andamento, e a Fiol 3, de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO), que aguarda licença de instalação por parte do Ibama.

Um corredor de escoamento que terá um total de 1.527 quilômetros de trilhos, ligando o porto de Ilhéus, no litoral baiano, ao município de Figueirópolis (TO), ponto em que a Fiol se conectará com a Ferrovia Norte-Sul e o restante do país.

O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) durante entrevista concedida depois do leilão dos 22 aeroportos realizado, na 4ª feira

PRÓXIMOS LEILÕES

Foi o 2º dia de certames da “Infra Week”, nome adotado pelo governo para a semana de leilões. Na 4ª feira (7.abr), 22 aeroportos foram leiloados com arrecadação de R$ 3,3 bilhões. A Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR, e a Vinci Airports foram as vencedoras com ágio médio de 3.822%.

Na 6ª feira (9.abr), será realizado o certame de 5 terminais portuários. Desses, 4 são no Porto de Itaqui, no Maranhão, e 1 em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A concorrência deve ser maior pelos terminais do Maranhão, de armazenamento de granéis líquidos, com potencial para combustíveis. O de Pelotas é específico para madeira.

No fim do mês (29.abr), será feita a concessão da rodovia BR-153, ligando Anápolis (GO) a Aliança do Tocantins (TO).

Guedes diz que câmbio de equilíbrio é de R$ 4,50 e vê apreciação do real com retomada

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que a taxa de câmbio de equilíbrio deve estar girando atualmente em torno de 4,50 reais e que houve um "overshooting" do câmbio, mas que sua expectativa é que a moeda brasileira valorize à medida que o país prossiga com as reformas estruturais e vacinação em massa.

"A taxa de câmbio está mais elevada. Provavelmente deveria estar em torno de 4,50 reais agora, houve um 'overshoot'. Mas estamos avançando nas reformas fundamentais. Assim que o Brasil voltar a crescer, formos para a vacinação em massa, e em três ou quatro meses... provavelmente o câmbio (dólar) vai cair", disse o ministro, em inglês, durante videoconferência promovida pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

País deve chegar a taxa de juros neutra em 2022, diz Diretor de Politica Economica

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, disse nesta quinta-feira que a tendência é que o país chegue à taxa de juros neutra apenas em 2022, já que, se o BC levasse a Selic a esse patamar já neste ano, seus modelos mostram que a inflação ficaria abaixo da meta no horizonte relevante para a política monetária.

Segundo Kanczuk, o cenário básico do BC contempla atualmente uma taxa de juros real neutra de 3% para a economia brasileira, que, somada a uma inflação de 3,5%, aponta uma taxa nominal neutra de 6,5%.

"Parece que é um aperto excessivo, que eu tenho que ir mais lentamente, é assim que estou vendo agora", disse o diretor, em inglês, durante evento virtual do banco BNY Mellon.

Ele acrescentou que, assumindo que as variáveis fiquem em linha com as projeções do BC e as expectativas de inflação sigam ancoradas, "você deve atingir a taxa neutra quando o hiato do produto estiver próximo de zero".

"Isso deve ser em 2022, não em 2021, é por isso que você não deveria ter normalização completa em 2021. Essa é a informação que estamos dando", afirmou.

A Selic está atualmente em 2,75% ao ano e, em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) informou estar dando início a um processo de "normalização parcial" da taxa ao subir os juros em 0,75 ponto percentual e indicar outro aumento da mesma magnitude para maio.

Kanczuk ressaltou que o uso da expressão "normalização parcial" não é um compromisso, mas uma indicação de como o BC vê a política monetária à frente. "As coisas podem evoluir", alertou.

A expectativa de analistas de mercado e economistas é que a Selic chegue ao final deste ano em 5%, aumentando para 6% no final do ano que vem, segundo a mais recente pesquisa Focus do BC.

A taxa de juros neutra é aquela que mantém a inflação estável em torno da meta, com a economia operando em plena capacidade.

"Estamos trabalhando com taxa (neutra) de 3% real no cenário básico", disse Kanczuk.

"Se você somar uma inflação de 3,5%, então você tem uma Selic de 6,5% como uma taxa nominal neutra, estou te dando isso. Ainda que eu tenha um desvio padrão grande, é assim que estou olhando para a coisa, é minha melhor suposição. Isso vai evoluir ao longo do tempo e vou dar (comunicar) qualquer mudança que terei nessa taxa neutra."

China quer produtos do agro do Brasil de maior valor, além de grãos, diz embaixador chinês em Brasília

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O governo chinês está ciente das preocupações brasileiras para elevar o valor agregado de suas exportações para a China, enquanto o país asiático "está pronto" a trabalhar para que este objetivo seja alcançado, disse o embaixador da China no Brasil Yang Wanming, nesta quinta-feira.

"Não se trata apenas de uma lição de casa brasileira, mas uma das prioridades para a nossa cooperação, para colocar a parceria em outro patamar", disse o embaixador, durante evento online promovido pela revista Exame.

O Brasil, que tem na China o maior mercado para exportações de produtos agrícolas, principalmente soja, açúcar e carnes, poderia aumentar embarques de itens de maior valor agregado e processados, incluindo mais proteínas animais, frutas e café, acrescentou a autoridade.

Ele disse ainda que o país asiático está expandindo suas importações de matérias-primas para ração animal, como o milho, e que o Brasil praticamente não vende o cereal aos chineses, ao sinalizar como o comércio poderia crescer ainda mais --em 2020, apesar da pandemia, exportações agrícolas brasileiras subiram quase 10%, para 34 bilhões de dólares, disse Wanming.

O Brasil, maior produtor e exportador global de soja, quer exportar, além do grão, o farelo de soja --mas o embaixador do maior importador mundial da oleaginosa não citou este produto processado explicitamente.

Disse apenas que as empresas chinesas "estão otimistas com o futuro do investimento na área agrícola do Brasil", para se aproveitar da competitividade do agronegócio brasileiro.

"O custo da mão de obra está cada dia mais elevado, e os empresários têm cada vez mais desejo de importar produtos de valor agregado ou processado, e não somente matérias-primas, e também têm interesse ainda maior para fazer investimentos no mercado exterior", completou.

Segundo ele, à medida que o PIB per capita da China cresce, o Brasil deveria "aproveitar essas oportunidades para atrair mais investimentos de chineses no setor de processamento de produtos agrícolas, para elevar o valor agregado dos produtos exportados à China".

Ele lembrou que a gigante agrícola do país, a Cofco, já investiu quase 5 bilhões de dólares no Brasil, em projetos como terminais portuários, silos e processadoras de soja, sendo atualmente a quarta maior exportadora de grãos brasileiros.

Ele comentou que, com sofisticação da dieta chinesa em momento em que a renda cresce, há potencial para o aumento do consumo per capita de carne bovina pelos asiáticos, ainda relativamente baixo para esta proteína.

"Mesmo assim já somos os maiores importadores mundiais de carne bovina. À medida que a dieta se sofistica, o consumo de carne bovina dobrará nos próximos anos. Como fornecedor estável, o Brasil também verá suas vendas crescerem de forma constante."

O Brasil, além de principal exportador global de carne bovina, é líder em frango.

Ele comentou que a China comprou 11,3 milhões de toneladas de milho no ano passado, mais do que dobro ante 2019, e quase nada do Brasil.

"Estima-se nos próximos anos que as importações de milho vão superar a marca de 30 milhões de toneladas", comentou, sinalizando que os brasileiros poderiam avançar neste mercado.

Ele disse que outro segmento com grande potencial é o de frutas, e que o país asiático está disposto a expandir a lista para abacate, limão, após abrir compras de melão brasileiro.

Com consumo relativamente baixo de café, o embaixador também vê o Brasil ganhando este mercado na China.

"O café está conquistando a cada dia os jovens chineses, de maneira que o consumo cresce quase 20% ao ano, muito acima da média mundial de 2% ao ano... Ao Brasil, maior produtor e exportador, basta se valer da estratégia de marketing adequada, e o café brasileiro certamente ocupará uma fatia maior na China."

Tal como nas frutas e no milho, a participação do café brasileiro no total importado pelos chineses é pequena perto da capacidade de exportação do Brasil desses produtos.

Pedro Parente, da BRF, vê preços agrícolas 'muito elevados' e cenário sustentado

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços das commodities agrícolas estão em patamares bastante altos e o cenário é de firmeza nas cotações, com a China importando produtos "como nunca" enquanto recompõe seu plantel de suínos, disse nesta quinta-feira o presidente do conselho de administração da BRF, Pedro Parente.

"Temos hoje os preços das commodities agrícolas em níveis muito elevados, sustentados, ou seja, com a percepção de que isso deve durar por algum tempo, e isso todos nós sabemos deriva da situação da China...", disse ele, durante seminário online promovido pela revista Exame.

Parente, que comanda uma das maiores produtoras de carnes do Brasil, explicou que a alta nas cotações de grãos ocorre enquanto os chineses estão "importando proteínas em volumes nunca vistos em função da quebra na produção suína, e ao mesmo tempo trabalhando para recompor a produção suína".

A China, maior consumidor global de carne de porco, ainda lida com os efeitos da peste suína africana, que dizimou boa parte das criações em anos recentes.

FMI vê incerteza em torno de políticas econômicas argentinas, diz autoridade

LOGO REUTERS

NOVA YORK (Reuters) - Ainda há muita incerteza sobre o caminho da política econômica da Argentina para tornar a dívida do país sustentável, disse uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira.

"Sempre há pelo menos duas etapas para qualquer reestruturação. Uma é como você altera os termos de seus contratos de dívida, a outra é como você altera suas políticas para tornar a nova dívida sustentável. E acho que essa segunda etapa é onde temos um muita incerteza", disse Alejandro Werner, chefe do FMI para o Hemisfério Ocidental.

A Argentina e o FMI estão em negociações para substituir um fracassado programa de 2018 pelo qual o país sul-americano deve ao Fundo cerca de 45 bilhões de dólares.

Inicialmente, o FMI e o governo esperavam um acordo entre abril e maio, mas ambos abandonaram qualquer referência a esse cronograma.

Investidores projetam que um acordo não será alcançado antes das eleições legislativas no fim de outubro, à medida que a dívida externa argentina em dólar está sendo negociada em níveis problemáticos, cerca de 30 centavos por dólar.

"Estamos trabalhando para estarmos prontos na hora que o governo realmente quiser finalizá-lo e acelerá-lo. Acho que estamos em condições de fazê-lo, mas é verdade, é óbvio que as negociações têm se arrastado mais do que talvez pensássemos", disse Werner em um evento organizado pela S&P Global.

As negociações, ambos os lados disseram, continuam a ser "construtivas".

No fim do mês passado, o ministro da Economia, Martín Guzmán, disse que "passos importantes" foram dados para avançar com as negociações, dias depois de a vice-presidente do país, Cristina Fernández, dizer que a Argentina não tinha dinheiro para honrar seus compromissos com o FMI.

Werner reconheceu que o FMI vê uma divisão dentro governo argentino.

"Parece haver diferenças significativas de opinião entre os aliados políticos do presidente (Alberto) Fernández sobre a direção que devem seguir, tanto em termos de política quanto em relação às negociações com o Fundo", disse.

O Ministério da Economia da Argentina não fez comentários, disse um porta-voz.

Alguns dos credores privados com os quais a Argentina fechou um acordo de reestruturação no ano passado têm reclamado da lentidão das negociações, de como o acordo se tornou uma questão política e da falta de uma política econômica clara do governo.

"Em ano eleitoral, que agora também passa a ser um período em que o ambiente externo é favorável às contas financeiras da Argentina... há uma interpretação do nosso lado de que talvez o governo sinta que (será) muito melhor empreender esta negociação política depois das eleições do que antes", afirmou Werner.

A Argentina está lutando contra uma segunda onda de infecções por Covid-19, com número recorde de novos casos nos últimos dias, embora o governo esteja procurando evitar lockdowns generalizados para blindar a recuperação econômica que ainda está em estágio inicial.

Também há preocupações de que a inflação já elevada possa aumentar ainda mais, apesar das esperanças do governo de conter os preços, o que afetaria o crescimento econômico.

Jerome Powell espera alta de preços este ano, mas não inflação

LOGO REUTERS

(Reuters) - O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou nesta quinta-feira que o aumento nos gastos conforme a economia dos Estados Unidos reabre, junto com gargalos de oferta, deve elevar os preços este ano, mas não resultará no tipo de aumentos ano após ano que constituiria inflação.

"Achamos que haverá pressão de alta sobre os preços que pode ser repassada aos consumidores na forma de aumentos --achamos que isso será temporário", disse Powell em evento do Fundo Monetário Internacional, destacando que a inflação está baixa há 25 anos, o que alimenta uma psicologia de expectativas baixas de inflação.

"Se a inflação for, contra as nossas expectativas, de forma inesperada acima dos níveis em que estamos confortáveis --e em particular as expectativas de inflação...se as virmos se movendo de forma persistente e material acima dos níveis com os quais estamos confortáveis, então vamos reagir a isso."

S&P 500 atinge máxima recorde com ganhos em ações relacionadas a tecnologia

LOGO REUTERS

(Reuters) - O índice S&P 500, referência para o mercado de ações dos Estados Unidos, alcançou uma máxima recorde nesta quinta-feira, e o Nasdaq operava em picos em sete semanas, ajudados por ganhos em ações relacionadas a tecnologia, um dia depois de o Federal Reserve reiterar promessa de manter os juros baixos até que a recuperação econômica esteja mais garantida.

Apple Inc, Microsoft Corp, Alphabet Corp e Amazon.com Inc subiam entre 1% e 1,5% e estavam entre os maiores impulsos para o S&P 500.

Ações de empresas de tecnologia de alto crescimento se recuperaram nas últimas sessões conforme o rendimento do título de dez anos dos Estados Unidos recuou de máximas em 14 meses. A retomada desses papéis ajudava o Nasdaq a ficar a 2% de sua máxima recorde de fechamento.

O Fed reconheceu que a economia está em uma trajetória de forte recuperação diante dos gastos fiscais e aceleração da vacinação, mostrou a ata de sua última reunião divulgada na quarta-feira. Entretanto, o banco central dos EUA destacou que levará "algum tempo" até que as condições melhores o suficiente para o Fed reduzir seu suporte.

O chair do Fed, Jerome Poweel, falará em evento virtual do Fundo Monetário Internacional (FMI) às 13h (horário de Brasília).

O índice S&P para o setor de tecnologia atingiu máxima recorde, enquanto os setores financeiro, industrial e de energia sofriam as maiores quedas.

Às 11:50 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,11%, a 33.411 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,229169%, a 4.089 pontos, após alcançar 4.093,87 pontos na máxima.

O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,76%, a 13.793 pontos.

Usiminas anuncia alta de preços de aço a partir do dia 12, diz Itaú BBA

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas anunciou aumento de preços de aço a distribuidores válido a partir de 12 de abril, de acordo com o Itaú BBA, que destacou ser a terceira elevação no ano, após altas em janeiro e fevereiro.

Em comentário a clientes, o analista Daniel Sasson cita que foram anunciados aumentos de 10% para aço laminado à quente (BQ) e para aço HDG (galvanizado importação) e de 5% para laminados a frio e chapa grossa.

Procurada pela Reuters, a Usiminas afirmou que não comenta sua política de preços.

Por volta de 10:40, as ações PNA da siderúrgica valorizavam-se 3,58%, a 18,54 reais, maior alta do Ibovespa, que subia 0,27%. No setor, CSN ON e Gerdau PN avançavam 3,28% e 1,11%, respectivamente.

CSN anunciou aumento de preços para abril na ordem de 10% e a Gerdau elevou seus produtos planos entre 8% e 10%, afirmou em março o presidente do Inda, entidade que representa distribuidores de aço plano.

Sasson, do Itaú BBA, que afirmou ter confirmado a informação com dois distribuidores, calcula que o preço no Brasil ainda está a um desconto de cerca de 10% em relação à paridade internacional.

Custo de geração termelétrica no Brasil já supera 2020; soma R$7 bi desde outubro

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - Custos com o acionamento além do previsto de termelétricas para atendimento à demanda por energia no Brasil somaram 3,9 bilhões de reais apenas nos três primeiros meses de 2021, o que supera os quase 3,7 bilhões de reais de todo ano passado, segundo os dados mais atualizados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vistos pela Reuters.

Essas despesas --geradas quando mais térmicas são ligadas para preservar os reservatórios de hidrelétricas e repassadas aos consumidores por meio de encargos-- têm sido um dos fatores por trás de significativos aumentos na conta de luz já aplicados e previstos para este ano.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por membros do governo e técnicos da área de energia, tem autorizado desde meados de outubro passado o uso de geração termelétrica adicional no país devido às chuvas abaixo da média na área das usinas hídricas.

Isso significa que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que coordena o acionamento de usinas para atendimento à demanda, pode ligar mais térmicas que o previsto em modelos computacionais que guiam suas operações.

Os encargos gerados quando há acionamento dessas térmicas adicionais, conhecidos como ESS, somaram quase 7,2 bilhões de reais desde outubro, de acordo com relatório da CCEE, que traz dados até fevereiro e estimativas para março.

Os maiores custos foram registrados em dezembro (1,67 bilhão) e janeiro (1,65 bilhão).

Nesses meses, o ONS chegou a programar a geração de mais de 10 gigawatts médios em térmicas, segundo boletins do órgão.

Além de pesarem na conta de luz de consumidores atendidos por distribuidoras, encargos pelo uso adicional das térmicas são cobrados também no chamado mercado livre --onde indústrias e empresas com alta demanda por energia podem negociar diretamente contratos de suprimento e preços com fornecedores.

Os elevados valores de encargos têm gerado insatisfação no mercado livre, uma vez que são cobrados à parte dos preços combinados nos contratos de compra de energia negociados entre consumidores, geradores e comercializadoras de eletricidade.

"As indústrias todas tiveram problemas porque fizeram a precificação da energia para o ano seguinte (2021), contrataram essa energia e estão pagando essa conta (dos encargos) por fora. E a conta só cresce", disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Paulo Pedrosa.

"Temos uma conta de que só o ESS (encargo) em janeiro, da indústria e do comércio, custou o equivalente a quase 350 mil empregos. A indústria e o comércio pagaram em encargos o que pagariam para quase 350 mil trabalhadores", acrescentou ele.

Segundo o CMSE, o uso de térmicas deve-se às fracas chuvas na região das hidrelétricas do país, as piores já registradas para um período de setembro a março em histórico de 91 anos.

Atualmente, o despacho de termelétricas foi reduzido para nível mais próximo dos 5 gigawatts, segundo dados do ONS.

Isso levou a previsão de encargos pelo uso das térmicas em março a 1,2 bilhão de reais, perto do 1 bilhão de fevereiro e abaixo dos picos de janeiro e dezembro, embora em níveis altos perto da média histórica, de acordo com os dados da CCEE.

TARIFAS

O peso de encargos gerados pela operação de termelétricas e pelo pagamento de usinas contratadas como energia de reserva --incluindo parques eólicos, por exemplo-- representa quase 16% do aumento médio previsto para as contas de luz em 2021, segundo cálculo da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em simulações tarifárias.

A TR projeta salto de em média 13,8% nas tarifas de energia em 2021, já considerando uma devolução de créditos a consumidores aprovada pela Aneel, após estes terem pago por anos tributos nas contas que acabaram considerados ilegais por decisões judiciais transitadas em julgado. Esses créditos devem impedir uma alta adicional de 3,3%, segundo a empresa.

A consultoria Thymos Energia estima reajustes médios de quase 9% em 2021, tanto pelo custo das térmicas quanto pela desvalorização do real, que impacta as tarifas porque a energia da hidrelétrica de Itaipu é cotada em dólares e pela indexação de parte dos contratos do setor ao índice inflacionário IGP-M.

 

 

 

Tags:
Fonte:
NA+Blog MárioBittencourt+Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário