USDA aumenta estimativas para a safra e as exportações de soja do Brasil na safra 20/21

Publicado em 09/04/2021 13:16 e atualizado em 11/04/2021 16:41 4930 exibições

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim mensal de oferta e demanda e, como era esperado pelo mercado, os destaques foram poucos e as mudanças também. O ponto de atenção foi o aumento dos estoques finais mundiais de soja. 

SOJA & MILHO EUA

Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 3,26 milhões de toneladas, sem qualquer mudança em relação ao boletim de março. A média das expectativas era de 3,239 milhões de toneladas. 

Já os estoques finais de milho foram revisados de 38,153 milhões para 34,34 milhões de toneladas, e frente à média esperada de 35,46 milhões. 

O USDA ainda revisou para cima tanto as exportações de soja, quanto as de milho dos Estados Unidos. 

Os números da soja passaram a 62,05 milhões de toneladas, contra 61,24 milhões do boletim de março. Para o milho, agora as exportações dos EUA são estimadas em 67,95 milhões de toneladas, contra o número anterior de 66,04 milhões. 

SOJA MUNDO

O USDA estimou a produção global de soja em 363,19 milhões de toneladas, contra 361,82 milhões da estimativa de março. Se os estoques norte-americanos foram reduzidos, os mundiais finais de soja foram revisados para cima e vieram estimados em 86,87 milhões de toneladas, contra 83,71 milhões de março e acima da média das projeções do mercado de 83,52 milhões de toneladas. 

Para o Brasil, o aumento da safra foi de 134 para 136 milhões de toneladas, acima do que o mercado esperava. Do mesmo modo, as exportações brasileiras de soja também foram revisadas para cima e passaram a ser projetadas em 86 milhões de toneladas. 

Já a safra da Argentina foi mantida em 47,5 milhões de toneladas, mas suas exportações foram corrigidas de 7 para 6,85 milhões de toneladas. 

MILHO MUNDO

A produção mundial de milho passou de 1.136,31 bilhão para 1.137,05 bilhão de toneladas. Já os estoques globais de milho foram revisados para baixo, passando de 287,67 para 283,85 milhões de toneladas. As expectativas do mercado tinham média de 284,82 milhões de toneladas. 

A produção brasileira de milho foi mantida em 109 milhões de toneladas e a argentina recuou de 47,5 para 47 milhões de toneladas. Já as importações de milho pelos chineses permaneceu estimada em 24 milhões de toneladas. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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