Açúcar: Financeiro e safra do BR dão suporte para ganhos acumulados de mais de 3% em NY

Publicado em 25/06/2021 15:15 163 exibições
Vencimento outubro/21 fechou esta sexta-feira acima do patamar de US$ 17 c/lb; no Brasil, preços seguem firmes

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​As cotações futuras do açúcar encerraram esta sexta-feira (25) com leves altas nas bolsas de Nova York e Londres diante de atenção ao financeiro e foco no Brasil, dando suporte para ganhos acumulados na semana de mais de 3% no terminal norte-americano depois de três sessões seguidas no azul.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrou valorização de 0,41%, cotado a US$ 17,31 c/lb nesta sessão, com máxima de 17,38 c/lb e mínima de 17,08 c/lb. Enquanto que o tipo branco em Londres teve ganhos de 0,23%, negociado a US$ 427,80 a tonelada.

Depois de oscilar dos dois lados da tabela durante a sessão, o mercado do adoçante em Nova York fechou o dia muito próximo da máxima acompanhando um cenário mais positivo do financeiro, além de informações sobre o avanço da safra 2021/22 do Centro-Sul do Brasil.

Os petróleos WTI e Brent operavam entre altas expressivas e moderadas nesta tarde de sexta. A commodity mais valorizada tende a impactar positivamente nos preços do etanol, fazendo com que as usinas do Brasil migrem o mix para o biocombustível, reduzindo a oferta do adoçante.

Apesar de oscilações entre perdas e ganhos no dia, o dólar comercial segue abaixo de R$ 5."O real mais forte desestimula as vendas de exportação dos produtores de açúcar do Brasil", destacou o site de informações de commodities Barchart em referência ao fechamento.

Colheita mecanizada de cana-de-açúcar na RMC - Foto: Embrapa
Unica trouxe queda na produção de açúcar e etanol no início de junho - Foto: Embrapa

Ainda como fator de suporte ao mercado do adoçante nesta reta final da semana, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) trouxe nesta manhã de sexta-feira dados com queda na moagem e produção na primeira quinzena de junho sobre o mesmo período do ano anterior com chuvas.

A produção de açúcar na primeira quinzena de junho somou 2,19 milhões toneladas (-14,35%) e a de etanol 1,69 bilhão de litros (-8,70%).

"A queda na moagem na quinzena remete a ocorrência de chuvas em algumas regiões do Mato Grosso do Sul, do Paraná e de São Paulo, incluindo Assis, Araçatuba e São Carlos, impactando a operacionalização da colheita", analisa o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Tanto para o açúcar quanto para o etanol, os números ficaram abaixo das expectativas. A S&P Global Platts divulgou no início da semana suas estimativas médias do mercado para a produção na 1ª quinzena de junho, com açúcar em 2,47 milhões de toneladas (-3,4% ano a ano) e etanol da cana-de-açúcar em 1,78 bilhão de litros (+0,3 ao ano).

Mercado interno

No mercado físico, o indicativo do Cepea é de preços firmes, com valorizações seguidas nos últimos dias. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 1,03%, cotado a R$ 117,07 a saca de 50 kg.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou estabilidade, a R$ 132,65 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado do tipo a US$ 17,64 c/lb com valorização de 1,44%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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