Curva de consumo do açúcar no mundo está mudando inclinação, estima Archer

Publicado em 27/05/2021 10:03 1234 exibições
Projeção é de que demanda global pelo adoçante chegue a mais de 184 milhões de t em 2026/27, mais de 6% acima dos níveis atuais

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​A curva de consumo do açúcar no mundo parece estar mudando, segundo estimativa da Archer Consulting, depois de números pífios nas últimas temporadas. Na safra 2019/20 (outubro-setembro), por exemplo, houve um recuo de 1,24% no consumo, mas que pode ser minimizado pelos 2,08% em 2020/21, totalizando 173,8 milhões de toneladas.

“Se compararmos o consumo global de 20/21 com a média dos três anos anteriores (verificamos um crescimento pífio de 0,21% trazendo preocupação em toda a cadeia do açúcar para os próximos anos. No entanto, notamos que a curva de consumo está mudando de inclinação”, destaca a Archer.

Esse cenário mais otimista, segundo a consultoria, pode ser explicado com umelhora da renda em países com consumo per capita crescente, aumentos de população, migração do consumo de xarope de milho para o açúcar, ainda que lenta, como nos Estados Unidos, além de potenciais novos países consumidores.

Estimativa de consumo mundial de açúcar nas próximas 6 safras - Fonte: Archer"Conservadoramente, a combinação desses fatores aponta para um crescimento no consumo mundial de açúcar de aproximadamente 1% ao ano nos próximos 6 anos, enxotando assim a visão desestimulante que tínhamos acerca do consumo em passado recente", disse a consultoria em relatório.

A estimativa da Archer é de que na safra 2026/27 o consumo de açúcar no mundo chegue a 184,4 milhões de t, mais de 6% acima do que os níveis atuais, sendo a Índia, Indonésia, Paquistão, Bangladesh e Irã os principais responsáveis por esse incremento na demanda global pelo adoçante.

"A população indiana deve crescer 1% ao ano nos próximos seis anos, passando dos atuais 1,35 bilhão de habitantes para 1,43 bilhão (superando a China) e o consumo per capita passa – segundo nosso estudo – dos atuais 21.2 kg per capita por ano para 22".

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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