Diesel e etanol recuam nos postos do Brasil na semana, aponta ANP; gasolina sobe

Publicado em 26/06/2021 07:47 281 exibições

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SÃO PAULO (Reuters) - Os preços médios do óleo diesel e do etanol nos postos de combustíveis do Brasil recuaram na última semana, enquanto o valor da gasolina subiu no período, mostrou pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicada nesta sexta-feira.

Segundo levantamento da reguladora, o preço médio do diesel nas bombas cedeu 0,22% em relação à anterior, atingindo 4,498 reais por litro.

Embora o valor do combustível mais consumido do Brasil se mantenha sem alterações bruscas desde meados de maio, tendo acumulado variação positiva de 0,35% desde então, esta é efetivamente a primeira queda registrada em oito semanas.

A pesquisa da ANP também indicou uma queda nos preços do etanol na semana. Segundo o levantamento, o valor médio do biocombustível recuou 1,06%, para 4,354 reais por litro, menor nível desde o início deste mês.

Por outro lado, a gasolina --que concorre com o etanol nas bombas-- avançou 0,22% na semana, alcançando preço médio de 5,695 reais por litro. Ainda que discreto, o movimento foi suficiente para fazer com que o combustível engatasse sua 11ª semana consecutiva de altas.

A Petrobras, que detém um virtual monopólio do refino de petróleo no Brasil, reduziu o valor da gasolina em suas refinarias em 2% no último dia 11 de junho, após mais de um mês sem reajustes, enquanto a cotação do diesel segue no mesmo patamar desde 1º de maio.

O presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, disse nesta sexta-feira em audiência de comissão da Câmara que a petroleira tem conseguido absorver a alta recente do petróleo em meio a uma queda na cotação do dólar frente ao real, fatores que a empresa leva em conta para definir sua política de preços.

Mas os preços nos postos não necessariamente acompanham de imediato os valores nas refinarias, e dependem de uma série de fatores, incluindo impostos, mistura de biocombustíveis e margens de distribuição.

Preços do petróleo sobem pela 5ª semana consecutiva, para máxima desde 2018, com forte demanda

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NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram para a máxima desde outubro de 2018 nesta sexta-feira, colocando ambas as marcas de referência em alta pela quinta semana consecutiva, com expectativas de que o crescimento de demanda irá ultrapassar a oferta e a Opep+ será cuidadosa ao retornar mais petróleo ao mercado a partir de agosto.

Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 0,62 dólar, ou 0,8%, para fechar em 76,18 dólares o barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,75 dólar, ou 1,0%, para fechar em 74,05 dólares.

Esses foram os maiores fechamentos para ambas as marcas de referência desde outubro de 2018 e colocou ambos os contratos com ganhos acima dos 3% para a semana.

"Os preços do petróleo obtiveram forte alta com melhoria nos cenários de demanda e sobre expectativas de que o mercado irá permanecer apertado, com a possibilidade da Opep+ entregar apenas uma pequeno impulso na produção, no encontro ministerial de 1º de julho", afirmou Edward Moya, analista sênior de mercado na OANDA.

Toda a atenção está na Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e aliados --conhecidos como Opep+--, que deve se encontrar no dia 1º de julho, para discutir a próxima flexibilização dos cortes de produção a partir de agosto.

Do lado da demanda, o fator mais importante que a Opep+ terá de considerar é o forte crescimento nos Estados Unidos, Europa e China, impulsionado pelo desenvolvimento dos programas de vacinação e reabertura da economia, de acordo com analistas.

A perspectiva das sanções do Irã sendo retiradas e mais petróleo iraniano atingindo o mercado a qualquer momento enfraqueceu, com representantes dos EUA afirmando que diferenças sérias permanecem sobre diversas questões em relação à conformidade de Teerã com o acordo nuclear de 2015.

Fonte:
Reuters

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