CNA pede extensão no prazo de zoneamento agrícola para milho safrinha no PR e MT

Publicado em 27/02/2021 10:21 576 exibições

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SÃO PAULO (Reuters) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura a prorrogação por dez dias do período de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para semeadura do milho segunda safra no Paraná e em Mato Grosso, após atrasos no plantio, disse a entidade nesta sexta-feira.

A CNA justificou que a semeadura tardia da soja na primeira safra e as chuvas em fevereiro levaram a um atraso significativo do plantio do milho safrinha.

Com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a CNA afirmou que apenas 20% da área de milho foi semeada até a semana passada, enquanto os prazos indicados pelo zoneamento agrícola haviam se encerrado.

"A semeadura posterior à indicação do Zarc traz consequências para os produtores, que perdem o direito à subvenção do seguro rural e à indenização no caso de perdas de produção, além da cobertura do Proagro", disse em nota o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

De acordo com a Conab, há apenas 7,3 milhões de toneladas de milho em estoque, o menor volume dos últimos quatro anos, ressaltou a confederação. Ao mesmo tempo, somente o consumo interno deverá crescer mais de 5% em 2021.

Diante deste cenário, Arioli disse que pretende contar com o apoio da Secretaria de Política Agrícola do ministério para a prorrogação.

Colheita chega à metade das áreas de soja em MT; chuva ainda afeta trabalhos

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SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja 2020/21 atingiu 52,14% das áreas cultivadas em Mato Grosso, maior Estado produtor da oleaginosa no Brasil, informou nesta sexta-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em meio ao atraso ante ciclos anteriores e efeitos negativos de chuvas nas lavouras.

No comparativo semanal, houve um crescimento relevante em relação aos 34,51% observados até a última sexta-feira.

Ainda assim, os trabalhos estão 31,96 pontos percentuais atrás do registrado no mesmo período de 2019/20 e 17,59 pontos abaixo da média histórica.

"Apesar da aceleração (da colheita) na semana, a chuva tem causado alguns transtornos no Estado, principalmente em algumas regiões como o centro-sul de Mato Grosso", disse à Reuters o gerente de inteligência de mercado do Imea, Cleiton Gauer.

Ele acredita que as precipitações devem continuar impactando o andamento dos trabalhos, com efeitos diferentes para cada região.

"Acaba interrompendo os trabalhos e pelos volumes (de chuva) que são projetados nas próximas semanas, tende a ser um volume significativo e deve continuar desacelerando esse processo (de colheita) no Estado", estimou.

Mesmo nessas condições, os agricultores precisarão colher a oleaginosa, e por isso devem entrar com as colheitadeiras em campo caso suja qualquer oportunidade climática, afirmou Gauer.

"Temos observado produtores colhendo mesmo com umidade elevada, para não perder a janela de plantio do milho", acrescentou.

O plantio de milho segunda safra também superou a metade das áreas mato-grossenses, com 54,66%, crescimento consistente ante os 35,96% registrados na semana anterior, informou o instituto.

No mesmo período da safra passada, este percentual já estava em 91,96%, enquanto a média histórica é de 80,06%.

O algodão está com a semeadura praticamente concluída, com 99,48% das áreas plantadas, ante 95,45% na semana anterior. Os produtores conseguiram recuperar o atraso em relação à média histórica, de 99,84%. Em 2019/20 o plantio da pluma já estava encerrado nesta época.

Colheita de soja 2020/21 do Brasil atinge 22,5% da área, diz Safras

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SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja 2020/21 do Brasil, maior produtor e exportador global da commodity, chegou a 22,5% das áreas, estimou a consultoria Safras & Mercado nesta sexta-feira, permanecendo o atraso em relação a anos anteriores.

Uma semana antes, os trabalhos haviam alcançado 12,4% das lavouras da oleaginosa, de acordo com a consultoria. O plantio tardio, devido a uma seca no início da temporada, e chuvas entre janeiro e fevereiro dificultaram o avanço das colheitadeiras.

Os trabalhos estão 17,1 pontos percentuais abaixo do registrado no ciclo anterior, e em ritmo 12,8 pontos inferior à média histórica para o período.

 

 

Fonte:
Reuters

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