Hortifruti/Cepea: O que mudou na citricultura nos últimos 10 anos?

Publicado em 11/05/2021 11:24 100 exibições

A produção de laranja no cinturão citrícola – estado de São Paulo e Triângulo Mineiro – passou por significativas mudanças nos últimos 10 anos. Especialmente entre as safras 2011/12 e 2014/15, foi verificada uma forte evasão de produtores da atividade, período hoje conhecido por “crise de preços da citricultura”.

Segundo a equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apesar da redução significativa na área naquele período, a atual produção total do cinturão se mantém em volumes semelhantes aos verificados antes da crise.

Isso foi possível devido ao ganho tecnológico significativo, diante da melhor remuneração (o que permite manutenção de bons níveis de tratos culturais), do manejo mais eficiente e do maior adensamento médio dos pomares. Além disso, o perfil e a quantidade de citricultores mudaram entre 2014/15 e 2020/21. A evasão da atividade atingiu principalmente produtores independentes, sendo, na maioria, de pequeno e médio portes. Assim, houve maior concentração do setor produtivo de laranja, com participação de grandes produtores e de pomares industriais.

Para quem ainda está no setor, os desafios são crescentes, especialmente os relacionados aos custos de produção. A prevenção e o controle do greening, que está muito mais intenso que há 10 anos, estabelecem um manejo pesado. Do lado da demanda, a procura pelo suco vem caindo em importantes destinos do produto brasileiro, como Europa e Estados Unidos.

SAFRA 2021/22 – Nesta edição Especial Citros, a equipe da revista Hortifruti Brasil atualizou a produtividade de nivelamento para a safra 2021/22, que é a quantidade mínima necessária para cobrir o custo total da atividade. Além disso, pesquisadores trazem modelos de duas fazendas (Projetos 1 e 2), que, na visão de consultores, têm características de produção adequadas às novas realidades no controle do HLB (greening) e que negociam com a indústria.

Fonte:
Cepea

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