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Importância da qualidade do fosfato utilizados na nutrição animal. O que você está oferecendo aos animais?

Publicado em 12/07/2021 09:57 e atualizado em 12/07/2021 11:08 1570 exibições
Por Dra. Sabrina Coneglian

Antes de iniciarmos este assunto de extrema importância, é interessante sabermos qual a nomenclatura correta quando falamos de toxicidade.

Metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. Essa definição é abrangente e inclui, inclusive, alguns ametais ou semi-metais. Alguns metais pesados são micronutrientes essenciais aos seres vivos como Cobre, Zinco, Manganês, Cobalto, Molibdênio e Selênio e outros não essenciais como Chumbo, Cádmio, Mercúrio, Arsênio, Urânio, entre outros. Por isso, a melhor nomenclatura a ser usada para os minerais tóxicos são Elementos Indesejáveis.

A produção de alimentos está sofrendo mudanças profundas não somente no exterior, mas também no Brasil. Deste modo, as legislações de vários países estão em processo de harmonização com base em padrões mínimos que assegurem a inocuidade dos alimentos permitindo e favorecendo o comércio internacional de alimentos. 

A presença de elementos indesejáveis nas formulações de dietas destinadas à alimentação animal é tema de preocupação em todo o mundo, não somente com os possíveis problemas que os minerais em doses acima do limite máximo tolerável podem trazer a produção animal, mas também com os riscos à saúde de toda a sociedade.

Os estudos de contaminantes de suplementos minerais por elementos indesejáveis tiveram evidência no início dos anos 70, repercutindo polemicamente entre vários pesquisadores, que prontamente iniciaram experimentos, tecendo considerações e esclarecimentos para vários segmentos voltados à criação animal (Butere, 2003).

No mercado nacional existem cerca de 6.000 misturas minerais sendo comercializadas e, em muitas destas formulações a fonte de fósforo é escolhida pelo preço mais acessível, no entanto, nem sempre esta fonte é a que apresenta melhor qualidade (Maçal et al. 2003).

O Brasil, por ser um país extremamente importante na comercialização de carne, nacionalmente e internacionalmente, necessita desse controle, particularmente nos dias de hoje, onde essa prática é quase uma imposição no contexto do comércio internacional de produtos pecuários in natura e processados.

Resíduos de cádmio e de chumbo acarretam sérios problemas pela comprovada toxicidade para o organismo vivo, ainda que em concentrações baixas, mas cuja presença nos alimentos deve ser controlada (NRC, 2005).

Nem sempre as matérias-primas utilizadas na composição dos suplementos são de boa qualidade. É o que mostra um estudo realizado por Marçal & Trunki (1994) na Universidade Estadual de Londrina. As indústrias produtoras e/ou misturadoras, visando baratear custos para ganhar mercado e garantir suas vendas, utilizam fontes de matérias-primas escolhidas pelo preço mais acessível.

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Para se entender o processo de produção dos fosfatos bicálcicos, inicialmente temos que conhecer as matérias-primas usadas no processo de fabricação. O fosfato bicálcico é obtido através do ácido ortofosfórico, que por sua vez tem origem nas rochas fosfáticas.

Desta maneira, quanto mais pura for esta rocha, maior a qualidade do ácido dela originado, uma vez que possui menor teor de contaminantes. É sabido que as rochas ígneas são mais puras que as metamórficas, que são mais puras que as sedimentares. Como exemplo de rochas ígneas temos a Rocha de Cajati, Araxá e Tapira (Mosaic Fertilizantes); Metamórficas – Rocha de Patos de Minas; e Sedimentares –  Marrocos, Tunísia, Peru e EUA.
    
Uma das maiores preocupações é com a presença excessiva do chumbo e cádmio nessas fontes de fósforo e consequentemente nesses suplementos minerais, já que este pode causar alterações orgânicas importantes, modificar a performance dos animais, acarretando, inclusive, alterações no sistema reprodutivo dos bovinos, como o abortamento. 

Além de afetar o desempenho reprodutivo dos bovinos, a absorção de cálcio pelos animais também pode ser prejudicada pela presença destes elementos indesejáveis em formulações minerais e também existe a possibilidade de uma formulação mineral contaminada comprometer a toda cadeia alimentar, atingindo, inclusive, o homem. 

Este aspecto representa em médio prazo e em larga escala, riscos à saúde pública pelo consumo de produtos e subprodutos de origem animal potencialmente comprometidos. O conhecimento quanto a sua toxicidade em humanos que ingerem alimentos com chumbo, cádmio e arsênio estão relacionados com atrasos no crescimento, vários tipos de câncer, lesões no rim e no fígado e doenças auto-imunes (Egreja Filho, 1993).

Os elementos indesejáveis interagem com os minerais essenciais (zinco, ferro, cálcio, fósforo) nos processos metabólicos. A interferência afeta o aproveitamento de nutrientes e pode tornar impossíveis as reações químicas normais, até o ponto de causar transtornos graves. 

O que deve ficar bem claro é que oferecer aos animais suplementos que possuem matérias-primas com alto teor de elementos indesejáveis causa não somente toxidez e acúmulo destes elementos nos produtos de origem animal que chegam á nossa mesa, mas também afetam a absorção e utilização dos minerais essenciais, impactando diretamente na produtividade e reprodução do rebanho. 

As fontes de fósforo e cálcio de alto valor nutritivo da Linha Foscálcio, por serem originados das rochas ígneas, garantem alta segurança alimentar. Seu perfeito equilíbrio de fosfato monocálcico e bicálcico em sua composição, favorecem a disponibilização ideal de fósforo ruminal, desejável para multiplicação de microrganismos que digerem a pastagem de forma mais eficiente. Se esta pastagem ainda estiver adubada e, portanto com maior quantidade de folhas, o consumo é maximizado, assim como a absorção de todos os nutrientes, acarretando no maior ganho de peso e produção de leite.

Para se avaliar corretamente uma fonte suplementar de fósforo para os animais, deve-se levar em consideração a biodisponibilidade do elemento na fonte, o custo por unidade do elemento, a origem da rocha fosfática, a composição química da fonte, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis.

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Fonte:
Mosaic Fertilizantes

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